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Pesquisadores criam tecnologia que promete identificar presença de metanol nas bebidas; veja como

O método inovador foi criador pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande.

Redação

05 de outubro de 2025 às 09:30   - Atualizado às 09:31

Metanol.

Metanol. Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Em meio à crescente preocupação com casos de intoxicação por metanol em todo o país, pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande, desenvolveram uma tecnologia que promete identificar rapidamente a presença da substância em bebidas alcoólicas. O método inovador utiliza luz infravermelha e um software de análise química, permitindo detectar adulterações mesmo em garrafas lacradas.

A pesquisa surgiu como resposta direta à onda de intoxicações registradas nas últimas semanas, principalmente em São Paulo e em outras regiões do país. De acordo com os cientistas envolvidos, o objetivo é oferecer uma ferramenta prática e segura que auxilie tanto os órgãos de fiscalização quanto os consumidores.

O processo criado pela equipe funciona de maneira simples e não invasiva. Um feixe de luz infravermelha é direcionado para o líquido dentro da garrafa, o que provoca uma vibração nas moléculas da bebida. Essa movimentação é então interpretada por um software, que compara os padrões químicos obtidos com os de uma bebida pura. Caso haja presença de substâncias estranhas, o sistema identifica imediatamente a anomalia.

O coordenador da pesquisa, David Fernandes, explicou que a tecnologia consegue distinguir entre uma adulteração acidental e uma fraude deliberada. Segundo ele, o método identifica tanto compostos formados naturalmente durante o processo de destilação quanto aditivos estranhos que indicam manipulação. O pesquisador destacou ainda que o equipamento pode ser utilizado em laboratórios e órgãos de controle sanitário, com 97% de precisão nos resultados.

Além de garantir rapidez, o teste não exige a abertura da garrafa, o que facilita o uso em grandes operações de fiscalização. O tempo médio de análise é de poucos minutos, tornando a técnica uma ferramenta promissora para combater a circulação de bebidas adulteradas no mercado brasileiro.

A pró-reitora de pós-graduação da UEPB, Nadja Oliveira, explicou que o grupo estuda a melhor forma de aplicar essa tecnologia em escala comercial. O projeto prevê a criação de um material químico que reaja visualmente ao metanol, permitindo que o consumidor identifique o risco antes mesmo de ingerir a bebida. O canudo seria impregnado com uma substância reagente e, ao detectar o contaminante, alteraria sua coloração.

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