Mosquito aedes aegypti. Foto: Reprodução
O Ministério da Saúde deu início à segunda fase da campanha nacional de conscientização sobre o controle da dengue, zika e chikungunya. Nesta etapa, a prioridade é a identificação dos sintomas dessas doenças, com o objetivo de incentivar a população a procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) ao perceberem sinais como manchas vermelhas no corpo, febre, dores de cabeça e dores atrás dos olhos.
De acordo com o Boletim Epidemiológico das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), o estado já registrou 30.267 casos prováveis de dengue (em investigação e confirmados). Nacionalmente, o Brasil contabiliza 6,5 milhões de casos prováveis de arboviroses.
A segunda fase da campanha, que enfatiza a detecção precoce dos sintomas, seguirá até o dia 28 de dezembro, com foco no reforço da vigilância e prevenção dessas doenças, especialmente durante o período chuvoso, que é considerado o mais crítico para a disseminação do mosquito Aedes aegypti.
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou que o Governo Federal está intensificando as ações para reduzir o número de casos e óbitos relacionados às arboviroses. A primeira fase da campanha, lançada em 18 de outubro, teve como foco a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão das doenças.
Além das ações educativas, o Ministério da Saúde também tem promovido a vacinação contra a dengue como uma medida preventiva. Contudo, a ampliação da oferta de vacinas depende da disponibilidade das doses pelos fabricantes.
Como parte das estratégias do Governo Federal, foi anunciado o Plano Nacional de Ação 2024/2025, que contará com um investimento de R$ 1,5 bilhão para combater as arboviroses no país. O plano, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra Nísia Trindade, tem como objetivo reduzir casos e óbitos de dengue, zika, chikungunya e oropouche nos períodos de maior incidência.
Os dados de 2024 destacam a urgência da iniciativa: até 27 de novembro, o Brasil registrou 6.578.123 casos prováveis de dengue, um aumento significativo em relação aos 4.079.108 casos registrados em 2023. Quanto à chikungunya, o número de casos subiu de 167.741 em 2023 para 263.552 em 2024. Já o zika apresentou uma leve redução, com 6.415 casos em 2024, comparado aos 7.786 casos do ano anterior.
O aumento dos casos reforça a necessidade de continuidade e ampliação das ações de prevenção e controle das arboviroses no Brasil.
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