Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Novo golpe nos donos de painéis solares no Brasil gera medo e revolta após mudança nas tarifas

Mudança na legislação pode reduzir em até 80% a atratividade de investir em energia solar, causando apreensão entre produtores e famílias brasileiras.

Joice Gomes

28 de setembro de 2025 às 08:30

Medida Provisória aprovada em setembro de 2025 pode derrubar até 80% dos retornos para donos de painéis solares.

Medida Provisória aprovada em setembro de 2025 pode derrubar até 80% dos retornos para donos de painéis solares. Créditos: José Cruz/Agência Brasil

No dia 17 de setembro de 2025, o Congresso Nacional aprovou a Medida Provisória (MP) 1.300, alterando pontos cruciais das leis do setor elétrico brasileiro e lançando dúvidas sobre o futuro da energia solar no país. A medida, defendida como modernização, pode tirar do bolso dos donos de painéis solares uma fatia importante dos retornos prometidos até então e acendeu um alerta vermelho em todo o setor.

Como a MP 1.300 muda o jogo para energia solar

A MP 1.300/2025 transferiu para a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) a responsabilidade de definir novas modalidades tarifárias. Assuntos sensíveis que estavam na proposta original foram deslocados para outra Medida Provisória, a 1.304, mas permaneceram dúvidas sobre o futuro da remuneração da energia solar gerada e distribuída no sistema.

Insegurança jurídica e imprevisibilidade

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), as mudanças trazidas pela MP criam uma imprevisibilidade preocupante. Custos e retorno dos investimentos em energia solar ficaram incertos, dificultando novos aportes em projetos e minando a confiança dos investidores.

O novo cálculo: quanto vale a energia injetada?

Antes da mudança, cada real injetado na rede por um sistema de energia solar era compensado integralmente, tornando o investimento altamente atraente para famílias e pequenos produtores. Agora, com a possibilidade de novas tarifas multipartes, apenas R$ 0,36 por real produzido seriam realmente compensados: uma perda de R$ 0,64 em cada R$ 1,00 gerado.

  • Retorno do investimento pode desabar até 80%;
  • Compensação financeira cai drasticamente;
  • Pequenos produtores e famílias devem ser os mais impactados.

Riscos e consequências para o setor de energia solar

Especialistas apontam que a queda drástica na rentabilidade tende a paralisar investimentos, gerar demissões e dificultar ainda mais o acesso de pequenos produtores à chamada transição energética sustentável. A incerteza também pode afastar novos projetos e afetar a indústria nacional de equipamentos.

Veja Também

O poder da ANEEL e o futuro da energia renovável

O lado positivo, segundo entidades do setor, é que a ANEEL continua sendo o órgão regulador das mudanças, o que ainda mantém viva a discussão para garantir estabilidade e previsibilidade nos investimentos renováveis.

Debate segue aberto: estabilidade ou risco?

  • ANEEL tem autoridade plena para criar tarifas mais complexas;
  • Definição final pode demorar, prolongando o cenário de insegurança;
  • Discussão sobre incentivo à energia limpa ganha novos contornos.

Como o consumidor é afetado?

Para a maioria dos consumidores que apostaram em energia solar, o futuro imediato é de incerteza. Quem planejava aderir ao sistema pode repensar o investimento, diante do possível período longo de retorno e da insegurança legislativa que se instalou no setor.

O que dizem especialistas e entidades do setor?

A Absolar alerta que a medida pode excluir do mercado os que mais dependem das vantagens econômicas da energia limpa: micro e pequenos produtores. Além disso, existe o temor real de freio no crescimento do setor, perda de empregos e retrocesso no avanço da matriz energética brasileira.

Perguntas que ficam para o setor

  • Como incentivar a energia renovável diante da imprevisibilidade?
  • Qual será o papel do consumidor no novo cenário?
  • O governo irá reavaliar as regras caso haja queda drástica de investimentos?

Incerteza reina e setor pede clareza

A aprovação da MP 1.300 de 2025 gerou uma nova era de grandes incertezas para a energia solar no Brasil. Investidores, produtores e consumidores aguardam a definição da ANEEL sobre as novas tarifas, conscientes do impacto devastador que mudanças bruscas podem causar. A expectativa é que as decisões regulatórias equilibrem a necessidade de modernização do setor elétrico com a preservação dos incentivos que moveram o crescimento da energia solar no país. Nos próximos meses, o desenrolar desse debate será decisivo para o futuro da geração distribuída e do avanço da matriz energética sustentável brasileira.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

10:39, 13 Fev

Imagem Clima

27

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Momento de Carlinhos Brown abrindo caminhos em Salvador.
Ritual

Carlinhos Brown saúda Exu e "abre caminhos" antes de desfiles carnavalescos de Salvador; veja vídeo

Exu um dos fundamentais orixás no Candomblé e na cultura Iorubá, e o momento foi referenciado à abertura de caminhos nas religiões de matriz africana.

Sarah Araújo, ao lado do marido, secretário de prefeitura junto do filho e suposto momento da traição.
Flagra

Viraliza vídeo de suposta traição da esposa de secretário que atirou nos filhos e depois se matou

Horas antes de atirar nos filhos de 12 e 8 anos e tirar a própria vida, Thales Machado publicou uma carta mencionando uma suposta traição cometida pela esposa.

Criança com cartão do Bolsa Família.
Auxílio

Bolsa Família paga novo grupo de beneficiários nesta sexta (13/02); veja NIS de hoje

O valor mínimo do Bolsa Família corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 690,01.

mais notícias

+

Newsletter