Com foco em garantir a alfabetização até o 2º ano do ensino fundamental, nova lei une União, estados e municípios num esforço histórico para recuperar perdas da pandemia e elevar a qualidade da educação básica.
Lei sancionada obriga redes públicas de ensino a garantir alfabetização até 2º ano. Foto: Ivonildo Pedro - SECOM Igarassu
Em um marco decisivo para a educação brasileira, foi sancionada a Lei nº 15.247, de 31 de outubro de 2025, que institui o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. A medida, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (3), estabelece que a alfabetização das crianças seja garantida até o final do 2º ano do ensino fundamental, um passo essencial para a formação educacional e cidadã dos estudantes do país.
O compromisso é fruto da união estratégica entre a União, estados, Distrito Federal e municípios, que trabalharão juntos para implementar políticas e programas que assegurem o direito fundamental da alfabetização na idade certa. Até então, o Brasil enfrentava grandes desafios nessa etapa crucial da educação básica, agravados pelas perdas e dificuldades provocadas pela pandemia de Covid-19, que impactou fortemente o aprendizado dos alunos nas séries iniciais.
A nova legislação define que a União terá papel central na coordenação estratégica da política nacional de alfabetização, prestando assistência técnica e financeira aos demais entes federados. Estados e municípios, por sua vez, terão autonomia para adaptar as ações às suas realidades locais, respeitando as diversidades regionais, étnico-raciais e socioeconômicas.
Entre as principais ferramentas previstas, estão:
Esse modelo colaborativo valoriza a equidade educacional, buscando garantir que meninas e meninos de todas as regiões do Brasil tenham equidade de acesso e qualidade na alfabetização.
A alfabetização até o final do 2º ano do ensino fundamental é considerada um dos pilares para o sucesso escolar. Estudos mostram que crianças que não dominam a leitura e a escrita nesse período enfrentam dificuldades crescentes ao avançar nas séries, afetando o aprendizado em todas as áreas do conhecimento.
O senador Cid Gomes (PSB-CE), relator do projeto no Senado, destacou que "sem o domínio efetivo da leitura e da escrita, as crianças vão encontrando dificuldades progressivas, o que reflete na reprovação, evasão escolar e problemas futuros no ingresso ao mercado de trabalho". A pandemia agravou essa situação, tornando ainda mais urgente a recomposição das aprendizagens prejudicadas.
O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem metas claras de curto e médio prazo para melhorar os resultados da alfabetização no país. Em 2024, o indicador de alfabetização na idade certa chegou a 59,2% dos estudantes da rede pública, e a meta para 2025 é atingir 64%. A previsão para 2030 é superar 80% de crianças alfabetizadas até o 2º ano do ensino fundamental.
Com a adoção da nova lei, espera-se um salto qualitativo no desempenho das crianças, refletindo diretamente na qualidade da educação básica brasileira e reduzindo as desigualdades regionais. Além disso, a política pública busca recompor as aprendizagens afetadas nos anos seguintes ao 2º ano, beneficiando crianças do 3º, 4º e 5º anos.
A adesão ao programa será voluntária, mas há consenso sobre a importância do compromisso entre os gestores públicos para a efetividade da política. Municípios terão papel protagonista na oferta da educação infantil e do ciclo de alfabetização, enquanto os estados atuarão em apoio às redes municipais.
A União ficará responsável por oferecer recursos financeiros e suporte técnico para capacitação e infraestrutura, incluindo materiais pedagógicos e melhorias nas escolas.
A lei foi pensada com princípios que garantem:
Essas diretrizes visam fortalecer o processo de alfabetização como um direito da criança e um dever coletivo.
Para assegurar a execução e a avaliação contínua do Compromisso, foram criados mecanismos de governança participativa. O Fórum Nacional, presidido pelo presidente da República, servirá para articulação política. O Comitê Estratégico Nacional monitorará indicadores e propondrá ajustes nas políticas, enquanto a Rede Nacional promoverá a formação e o suporte aos educadores.
Além disso, mecanismos de acompanhamento com avaliações diagnósticas garantirão que os dados direcionem as ações pedagógicas e a alocação eficiente de recursos.
Com a sanção da Lei 15.247, o Brasil dá um passo significativo para mudar a realidade da alfabetização no país, reconhecendo que aprender a ler e escrever é fundamental para o desenvolvimento integral da criança e sua inserção social.
Esse compromisso nacional traz esperança para milhares de famílias, educadores e gestores, ao oferecer um caminho estruturado, colaborativo e estratégico para garantir que todas as crianças tenham a chance de aprender na idade certa.
A alfabetização é, sem dúvida, a base para uma educação de qualidade, podendo transformar a trajetória educacional e a vida de milhões de brasileiros.
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