Miss Santa Catarina sofre ataques racistas nas redes sociais após ser coroada Foto: Reprodução / Instagram / @pietratravassoss
A jovem Pietra Travassos, de 18 anos, foi coroada Miss Santa Catarina 2025 na última sexta-feira, 17 de outubro. A modelo concorreu ao título de mais bela pelo município de Siderópolis e agora irá disputar a competição nacional. Após a conquista, muitos internautas utilizaram as redes sociais para atacar Pietra. Grande parte dos comentários de ódio apontava que ela não poderia representar o estado.
"SC não é zoológico", "Eleita por cota" e "Aonde essa moça é catarinense? Já visitei duas vezes e morei em Santa Catarina... são brancas e acabou" foram alguns dos ataques deixados no perfil da miss.
Apesar dos comentários racistas, muitos internautas também demonstraram apoio à modelo. “Quem acha que ela não representa SC não entendeu que o Brasil é miscigenado”, comentou um usuário na publicação que celebrava a coroação.
“Reine por cima de tanto racismo. Não nos querem em posições de destaque, não nos querem ver ganhar, mas seguiremos firmes e fortes na luta contra tanto ódio”, escreveu outra usuária na mesma publicação. Mesmo com a grande repercussão do caso, a organização do concurso de beleza ainda não se pronunciou.
O racismo é considerado crime no Brasil e está previsto na Constituição Federal e em leis específicas que tratam da igualdade racial e dos direitos humanos. A Carta Magna de 1988 define, em seu artigo 5º, que o racismo é crime inafiançável e imprescritível, ou seja, não há possibilidade de pagamento de fiança e o crime pode ser punido a qualquer tempo, independentemente do passar dos anos.
A legislação brasileira prevê diferentes formas de combate à discriminação racial. A Lei nº 7.716/1989, conhecida como Lei do Crime Racial, estabelece punições para condutas que envolvem discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. As penas podem variar de um a cinco anos de reclusão, além de multa. Em 2023, o Congresso Nacional aprovou uma atualização que equiparou a prática do racismo à injúria racial, ampliando a possibilidade de responsabilização dos agressores.
Na prática, o racismo pode se manifestar de diversas formas: desde ofensas diretas em ambientes públicos e virtuais, até a exclusão e o tratamento desigual em locais de trabalho, escolas e instituições. Embora o país seja reconhecido por sua diversidade, ainda há um longo caminho para eliminar o preconceito e garantir que todas as pessoas tenham os mesmos direitos e oportunidades.
As autoridades reforçam que qualquer pessoa que presencie ou seja vítima de racismo pode registrar ocorrência em uma delegacia comum ou especializada, além de buscar apoio junto a órgãos como o Ministério Público, Defensorias Públicas e Ouvidorias de Igualdade Racial.
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