Marinha do Brasil quebra barreiras e autoriza mulheres a atuar em todas as áreas da força. Créditos: Marcello Casal jr/Agência Brasil
No dia 1º de outubro de 2025, a Marinha do Brasil deu um passo sem precedentes ao atualizar suas normas internas para permitir que mulheres atuem em todas as áreas da força, incluindo as mais exigentes e tradicionalmente masculinas, como operações em submarinos, mergulho de combate e ações especiais. Essa decisão histórica torna a MB a primeira força armada brasileira a garantir igualdade plena de oportunidades para as mulheres, abrindo caminho para transformar a presença feminina nos setores de alta complexidade da instituição.
A mudança, oficializada pela Portaria nº 270/MB, garante que as mulheres possam ocupar funções que exigem elevado preparo físico, psicológico e técnico, colocando-as em pé de igualdade com seus pares masculinos. O órgão destacou que a inclusão plena das mulheres não é apenas uma atualização normativa, mas um símbolo da longa trajetória de pioneirismo da Marinha na inclusão feminina desde 1980, quando foi criado o Corpo Auxiliar Feminino da Reserva da Marinha.
Nos últimos anos, a instituição avançou na formação e promoção de mulheres, como a inauguração da primeira turma feminina de aspirantes na Escola Naval, em 2024, e a admissão de alunas no Colégio Naval em 2023. A indicação simultânea de quatro médicas ao posto de contra-almirante em 2025 também reforçou esse pioneirismo e o compromisso da MB com a ascendência feminina nas patentes mais altas.
Antes restritas a funções administrativas, técnicas e de apoio logístico, as militares femininas agora têm autorização para integrar funções operacionais de alto risco. Elas poderão atuar em atividades como comando e operação de submarinos, mergulhos de combate, e participar de formações e missões das forças especiais da Marinha, como o Grupamento de Mergulhadores de Combate (GRUMEC).
Um exemplo recente são as primeiras Soldadas Fuzileiros Navais capacitadas para operarem veículos táticos de alto desempenho, e outras que se preparam para cursos de alta exigência física e psicológica, previstas para ocorrer em 2026 na Escola de Operações Especiais. Essa transformação reflete um compromisso institucional com a meritocracia, a diversidade e o reconhecimento das capacidades femininas.
A decisão da Marinha do Brasil ressoa além dos muros da instituição, sinalizando avanços importantes para a igualdade de gênero nas forças armadas brasileiras e inspirando mudanças nos demais ramos militares, assim como promovendo uma cultura organizacional mais inclusiva e diversa. Com o anúncio do alistamento voluntário feminino para as Forças Armadas a partir de 2025, o cenário se torna ainda mais promissor para o aumento da presença feminina em toda a estrutura militar do país.
Além disso, a Marinha tem demonstrado que essa alteração normativa é acompanhada de ações concretas, proporcionando a capacitação necessária para que militar femininas enfrentem os desafios das novas atribuições com excelência.
Paralelamente a essa importante inclusão feminina, a Marinha anunciou a abertura de 42 vagas para Oficiais Superiores Temporários da Reserva de 3ª Classe (RM3), voltadas a profissionais com ensino superior completo e pós-graduação em diversas áreas, incluindo ciência e tecnologia, medicina e magistério. As inscrições estão abertas até 20 de outubro de 2025, com taxa de R$ 140, mas candidatos inscritos no CadÚnico ou doadores de medula óssea podem solicitar isenção.
As vagas estão distribuídas entre vários Distritos Navais, como Rio de Janeiro, Salvador, Natal, Belém, Ladário e Brasília, oferecendo salário inicial aproximado de R$ 15 mil e benefícios na assistência médica, psicológica e social. O processo seletivo consiste em provas objetivas, prova de títulos e testes físicos e de saúde.
A jornada para ampliar a participação feminina na Marinha tem sido gradual, marcada por conquistas significativas, como a promoção da primeira mulher ao posto de Oficial-General em 2012, e a inclusão de estudantes do sexo feminino em escolas militares tradicionais. A nova norma, entretanto, representa um divisor de águas, eliminando qualquer distinção entre militares homens e mulheres em relação às funções operacionais.
Especialistas e comandantes do setor destacam que essa igualdade fortalece a Força Naval, ao ampliar a diversidade e incentivar talentos que enriquecem a atuação da instituição, garantindo mais eficiência e inovação no cumprimento das missões. A decisão também está alinhada a compromissos internacionais com os direitos humanos e a valorização da mulher no mercado de trabalho e em ambientes tradicionalmente masculinos.
Com as novas regras, a expectativa é de que a presença de mulheres nas áreas mais desafiadoras da Marinha cresça, alterando a cultura e as dinâmicas internas da instituição. Programas de treinamento específicos, adaptações logísticas e suporte psicológico serão pilares para garantir o sucesso da integração feminina nas operações de combate e comando.
Para jovens mulheres interessadas em ingressar nas Forças Armadas, a mensagem é clara: o caminho está aberto, e a Marinha está preparada para acolhê-las com igualdade e reconhecimento do mérito.
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