No interior do Rio Grande do Norte, megaempreendimento de energia eólica e solar de 24 GW transforma a região em vitrine global, impulsionando desenvolvimento e atraindo investimentos.
Complexo de energia renovável no RN lidera produção mundial. Imagem gerado por IA
O maior complexo eólico e solar do mundo atualmente está localizado no interior do Rio Grande do Norte, Brasil, abrangendo uma área de cerca de 40 mil hectares e operando com potência integrada de 2,4 GW, tornando a região uma vitrine global de energias renováveis. A iniciativa, chamada de “cidade energética”, conecta usinas eólicas e solares com uma linha própria de transmissão de até 2 GW, transformando o cenário socioeconômico e ambiental local de forma inédita.
O complexo está localizado entre os municípios de Serra do Mel e Areia Branca, ocupando aproximadamente 50 por 15 quilômetros. Sua distribuição foi estrategicamente planejada para aproveitar os ventos constantes e a alta incidência solar do semiárido potiguar, fatores naturais que elevam a eficiência operacional e reduzem os custos de conexão por ativo.
Ao reunir recursos naturais excepcionais no mesmo território, o empreendimento trouxe uma nova paisagem para o interior potiguar, promovendo desenvolvimento tecnológico e estimulando novos negócios em torno da cadeia de energia renovável.
O diferencial do complexo está na integração de subestações, acessos, centros de operação e manutenção, além de uma linha de transmissão interna dedicada, capaz de escoar toda a produção de energia para o Sistema Interligado Nacional por meio de conexões em 500 kV. Essa estrutura permite o funcionamento autônomo e sustentável de um megaempreendimento e serve de modelo para futuras instalações energéticas.
Além disso, a presença das usinas fomenta o surgimento de polos logísticos, centros de pesquisa e formação profissional, consolidando o RN como o novo pólo brasileiro do setor.
Segundo dados oficiais, o estado do Rio Grande do Norte já ultrapassou a marca de 24 GW de potência outorgada para geração de energia elétrica, reforçando o protagonismo brasileiro no cenário mundial das renováveis. Esse crescimento acelerado reflete em geração de empregos qualificados, aumento de renda e oportunidades para a população local.
Estudos indicam que cada real investido em parques eólicos gera quase três reais de impacto no PIB em até 14 meses, considerando toda a cadeia produtiva envolvida, do início das obras à operação comercial. Nos municípios contemplados, há relatos de melhorias na infraestrutura viária, expansão do comércio e valorização imobiliária, além de maior arrecadação de tributos.
Apesar dos benefícios econômicos, a implantação de grandes parques energéticos traz um conjunto de desafios ambientais e sociais. Entre os efeitos positivos destacam-se a diversificação de uso do solo, a geração de renda para agricultores familiares (que alugam terrenos para torres e painéis), e o financiamento de projetos sociais por parte das empresas envolvidas.
Ainda assim, pesquisadores alertam para impactos que exigem monitoramento constante, como mudanças no ecossistema local, alteração no fluxo de fauna, e questões fundiárias oriundas da desapropriação ou arrendamento de áreas rurais. Estudos de caso apontam também o aumento de problemas sociais, como criminalidade, tráfico de drogas e desintegração social em comunidades diretamente impactadas por migração de trabalhadores.
A expansão dos complexos eólicos e solares posiciona o Nordeste brasileiro como líder continental em geração renovável. Atualmente, cerca de 85% das usinas eólicas do país estão no Nordeste, impulsionando a exportação de energia para outros estados e fortalecendo a infraestrutura nacional.
O Brasil é o oitavo maior produtor de energia eólica do mundo, e o RN lidera com os maiores índices de capacidade instalada e projetos em desenvolvimento, atraindo investimentos de multinacionais, institutos de pesquisa e novas startups do setor.
O conceito de cidade energética envolve não apenas geração, mas gestão eficiente, armazenamento e distribuição local de energia, com suporte tecnológico avançado para controle remoto, manutenção preditiva e análises de desempenho em tempo real. Essa integração viabiliza maior estabilidade, menos perdas e flexibilidade para atender demandas crescentes.
Entre os principais benefícios práticos estão:
O avanço brasileiro ocorre em paralelo ao de outros países, como a China, que planeja a conclusão do maior parque solar da história, porém o modelo híbrido e integrado do complexo potiguar representa um diferencial estratégico, por unir eólica e solar em grande escala e promover uma cadeia produtiva robusta e diversificada.
No cenário global, a transição para matriz energética limpa se mostra cada vez mais urgente, e o Brasil, com o RN na liderança, passa a atuar como celeiro de inovação e exportação de tecnologia verde.
Com a conquista da marca de 24 GW, o estado projeta novos arranjos territoriais, políticas de incentivo fiscal e aperfeiçoamento das normas ambientais, visando mitigar impactos negativos e potencializar benefícios sociais. A expectativa é de que a “cidade energética” avance ainda mais, integrando comunidades vizinhas e consolidando o RN como referência mundial na geração renovável responsável.
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As equipes se enfrentam nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, às 21h30, no Estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre, pelo Brasileirão.
As equipes se enfrentam nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, às 19h30, no Maracanã, pelo Brasileirão.
O show acontece no Classic Hall, que é a maior casa de show da América Latina.
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