A quantidade de reuniões pode ser ainda maior, já que o presidente também mantém compromissos que não constam na agenda oficial. Como exemplo, são citados encontros realizados com o banqueiro Daniel Vorcaro
Lula e Marcola em reunião Foto: Reprodução/Facebook
O ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como "Marcola", esteve presente em pelo menos 113 reuniões com o chefe do Executivo durante o atual mandato.
O levantamento foi realizado com base nos registros da agenda presidencial pelo Diário do Poder e contabiliza encontros realizados no Palácio do Planalto, no Palácio da Alvorada e na Granja do Torto.
A quantidade de reuniões pode ser ainda maior, já que o presidente também mantém compromissos que não constam na agenda oficial. Como exemplo, são citados encontros realizados com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que não teriam sido registrados oficialmente.
Marco Aurélio ocupou a chefia de gabinete de Lula desde o início do terceiro mandato presidencial, em janeiro de 2023, até julho deste ano, quando deixou o cargo após o surgimento de investigações conduzidas pela Polícia Federal. Posteriormente, ele passou a integrar a campanha eleitoral do presidente, mas acabou sendo desligado da equipe.
A saída de Marco Aurélio da campanha ocorreu depois que a Polícia Federal identificou depósitos considerados expressivos em sua conta bancária. Os valores teriam sido enviados por Roberta Luchsinger, investigada no inquérito que apura um suposto esquema de fraudes envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo Marcola, o montante recebido correspondeu a um empréstimo pessoal. "A grana foi 'empréstimo'", afirma o ex-chefe de gabinete, que reconheceu ter recebido R$ 249 mil.
Roberta Luchsinger é apontada como amiga próxima de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A Polícia Federal investiga se ambos praticaram atos de corrupção relacionados à atuação em favor do empresário conhecido como "Careca do INSS".
Durante o período em que comandou o gabinete presidencial, um dos postos de maior influência dentro do Palácio do Planalto, Marco Aurélio Santana Ribeiro recebeu remuneração mensal de R$ 32 mil. Ele permaneceu na função entre janeiro de 2023 e junho de 2026, antes de deixar o governo e, posteriormente, ser afastado da campanha presidencial em meio ao avanço das investigações.
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No entanto, a parcela de famílias com dívidas atrasadas, a chamada inadimplência, recuou para 29,8% em julho. No mês anterior, estava em 29,9%.
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