Presidente Lula com evangélicos. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu abandonar as articulações para conquistar o apoio dos evangélicos, um dos grupos mais influentes da política nacional. Segundo aliados, a rejeição crescente inviabilizou qualquer aproximação efetiva.
Dados do DataFolha mostram que a avaliação negativa de Lula entre os evangélicos subiu de 50% para 55% entre junho e julho, reforçando no núcleo político do Planalto a percepção de que não há espaço para reverter o quadro.
O segmento, tradicionalmente alinhado ao bolsonarismo e a pautas conservadoras, já havia sido alvo de investidas do governo.
Há cerca de um ano e meio, o então ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e a senadora Eliziane Gama (PSD) tentaram incluir o pastor Ronaldo Fonseca, ex-ministro no governo Temer e influente na Assembleia de Deus, na coordenação nacional de diálogo com o grupo — sem sucesso.
Segundo aliados, aos 79 anos, Lula demonstra menor disposição para articulações políticas intensas, especialmente em áreas de difícil penetração para o PT, contrastando com a postura mais ativa dos mandatos anteriores.
Hoje, a principal ponte do governo com o segmento é o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, respeitado por algumas denominações, mas considerado insuficiente para mudar a imagem do presidente.
Um sinal claro da mudança de estratégia é a ausência de referências religiosas nos discursos recentes.
“Lula cansou”, resumiu um aliado.
O pastor Silas Malafaia usou suas redes sociais, no dia 21 de junho, para criticar a tentativa do PT de aproximar o presidente Lula do público evangélico.
"Ministra Gleisi quer aproximar Lula dos evangélicos. Sabe quando isso vai acontecer? Nunca!", declarou o líder religioso.
Em sua publicação, Malafaia também argumentou que “a ideologia da esquerda é diametralmente oposta a dos evangélicos” e citou uma fala de Lula sobre a fé cristã.
"O próprio Lula disse do Foro de SP que eles combatem historicamente costumes, família e pátria, o que nós, evangélicos, defendemos historicamente. Fora outras questões que eu deixo para falar no período das eleições", afirmou.
O pastor finalizou a publicação criticando líderes religiosos que se alinham ao governo.
"O máximo que vocês [petistas] conseguem é meia dúzia de pastores esquerdopatas sem nenhuma expressão no mundo evangélico. Só kkkkk", concluiu.
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