Lula critica bets. (Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Divulgação/Agência Gov/Ministério da Fazenda)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na quinta-feira, 24 de setembro, durante um comício em Maceió (AL), que irá acabar com as bets antes que as empresas de apostas "acabem com o Brasil". Lula disse ainda que o jogo online é uma "doença".
"Ou a gente acaba com isso, ou isso vai acabar com o Brasil. E eu vou acabar com isso. E eu vou anunciar outras coisas boas também para a sociedade. Eu estou preocupado com a dívida da sociedade", declarou o presidente.
O presidente disse ainda que nesta sexta-feira, 25, fará "anúncios importantes" sobre o tema. Como mostrou o Estadão, Lula vai anunciar a restrição total da atividade das bets no Brasil em uma cerimônia em São Paulo ao lado do ministro da Fazenda, Dario Durigan, a nove dias das eleições presidenciais.
Lula também afirmou que é preciso fiscalizar o uso do Pix por parte dos brasileiros porque, segundo ele, é mais fácil gastar dinheiro e criar dívidas.
"Cartão de crédito é desgraça. Agora não precisa pedir, os bancos mandam para você. Vamos tomar medida com relação a isso. Também é preciso fiscalizar um pouco como manuseiam o Pix. Fica fácil gastar, não pega dinheiro, é só ir pagando, é só ir no crédito. Tudo isso a gente vai dar uma mudada, porque eu quero que façam dívida para coisa para melhorar vida de vocês", declarou o presidente.
O presidente também voltou a mandar recados aos Estados Unidos e declarou que os americanos pensaram que os brasileiros iriam "chorar pelo leite derramado" com o tarifaço, mas que o País conseguiu superar a crise.
Lula também voltou a dizer que irá intensificar os investimentos nos minerais críticos e terras raras para que, segundo ele, os brasileiros não fiquem "devendo nada para chinês ou americano".
Ao atacar o principal opositor, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Lula disse que o governo do pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi responsável por criar a quadrilha de fraudes bilionárias no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS): "Fui eu quem prendeu todos".
Estadão Conteúdo
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