JBS domina mercado global de carne, com forte presença internacional. Imagem gerado por IA
O grupo JBS, de origem goiana, se tornou a maior processadora de carne do planeta após décadas de crescimento estratégico, apostas em diversidade de proteínas e aquisições internacionais que ampliaram seu alcance a mais de 20 países em todos os continentes. Muito além da carne bovina, a empresa tornou-se também referência em frango e ocupa a segunda posição mundial na produção de suínos. A marca, já consolidada no agronegócio brasileiro, hoje emprega mais de 280 mil pessoas e abastece mercados em cinco continentes.
Só em 2024, o faturamento da JBS ultrapassou R$ 416 bilhões, superando inclusive o PIB de vários estados brasileiros. Esse crescimento vem sendo impulsionado por investimentos expressivos, como o recente aporte de US$ 70 milhões na produção de aves no Paraguai, além de novos projetos de biotecnologia voltados à proteína cultivada.
Tal volume coloca a JBS em posição de destaque frente a concorrentes como Tyson, Cargill, Marfrig, Minerva e BRF.
A diversificação de portfólio e a atuação multiproteína ajudam a sustentar margens sólidas e mitigar riscos de sazonalidade e variações internacionais em preço e demanda. Atualmente, a empresa investe em tecnologia e P&D para agregar valor aos produtos e atender exigências globais de qualidade e rastreabilidade.
A ampliação internacional tem sido estratégica, com operações em mercados onde há maior competitividade de custos, como EUA, Austrália, América Latina e União Europeia.
Apesar do avanço econômico, as cidades que sediam grandes fábricas da empresa nem sempre acompanham a pujança do negócio em indicadores sociais. Denúncias de impactos ambientais, como o envolvimento com áreas desmatadas e “lavagem de gado”, colocam a empresa sob forte monitoramento de organizações ambientais e reguladores internacionais.
Para responder a essas questões, a JBS investiu em escritórios verdes, bloqueio de fazendas irregulares e assistência técnica para adequação ambiental. Ainda assim, temas como ESG, governança e sustentabilidade permanecem como desafios estratégicos para o grupo.
A recente listagem da JBS na Bolsa de Nova York (NYSE) projeta a multinacional a um novo patamar de captação financeira e visibilidade global. Internamente, parceiros e fornecedores percebem mudanças na exigência de rastreabilidade e padrões de produção, enquanto o consumidor final demanda maior transparência nos processos.
Especialistas apontam que o ciclo pecuário nos EUA, acordos comerciais e regulamentações internacionais serão decisivos para o desempenho da companhia nos próximos anos. A expectativa é de ganhos crescentes em valor agregado e expansão seletiva, blindando margens e consolidando a liderança da JBS no setor de proteínas.
Principais fatores de atenção:
A liderança da JBS, sustentada por volume, tecnologia e presença internacional, expõe o papel do Brasil no agronegócio mundial, mas convoca o setor a enfrentar, com transparência, as cobranças por sustentabilidade e impacto social. O potencial de expansão segue, mas os olhos do mundo acompanham cada movimento da gigante.
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