Presidente da República, Lula Marcelo Camargo/Agência Brasil
Dois dos principais órgãos de pesquisa ligados ao governo federal e ao Senado Ipea e Instituição Fiscal Independente (IFI) divulgaram análises críticas sobre a condução da política fiscal no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ambos alertam para riscos de insustentabilidade das contas públicas se os gastos continuarem crescendo no ritmo atual.
Embora os rendimentos do trabalho e o bem-estar da população tenham melhorado desde 2023, os relatórios indicam que as despesas do governo superam as receitas, afetando a capacidade de manutenção da máquina pública. Serviços básicos, como rodovias, passaportes e outros serviços administrativos, já enfrentam restrições de recursos, mesmo após aumento da carga tributária.
A dívida pública também preocupa: a relação dívida/PIB, que cresceu 14 pontos durante o governo Dilma Rousseff, deve avançar mais 10 pontos sob Lula 3, atingindo 82,4% do PIB.
Em resposta, o Ministério da Fazenda afirmou que o governo cumpre os limites do arcabouço fiscal e que o déficit primário acumulado será 70% menor que no governo anterior. A pasta rejeitou o termo “crise fiscal” e destacou que a meta de resultado primário foi atingida em 2024.
Segundo o Ipea, parte da pressão sobre as contas se deve a medidas adotadas por Lula:
O órgão também aponta efeitos indiretos, como maior pressão inflacionária e necessidade de juros elevados. Com a Selic em 15% ao ano, o setor público deve gastar R$ 1 trilhão em juros em 2025, equivalente a mais de 41 milhões de benefícios previdenciários.
Outro ponto crítico é a queda das despesas discricionárias, de 13,8% do total em 2014 para 8,3% em 2025, reduzindo a margem de manobra do governo. Para o coordenador Cláudio Hamilton dos Santos, será necessário rever isenções tributárias e controlar o crescimento de gastos sociais para preservar a sustentabilidade fiscal.
O relatório da IFI, ligado ao Senado, é ainda mais crítico. Segundo o documento:
Os especialistas alertam que manter o atual ritmo de despesas sem ajustes estruturais pode comprometer a sustentabilidade fiscal do país nos próximos anos.
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