Agência dos Correios. Foto: Agência Brasil
Às vésperas do Natal, consumidores de todo o país recorrem às redes sociais para expressar frustração com atrasos na entrega de encomendas em meio à greve dos trabalhadores dos Correios, iniciada no último dia 17 de dezembro.
As reclamações se multiplicam principalmente no X (antigo Twitter), onde clientes relatam prazos descumpridos, falta de atualização nos rastreamentos e o medo de não receber presentes a tempo da data comemorativa.
Entre os relatos, o tom predominante é de indignação. Muitos afirmam que se anteciparam nas compras justamente para evitar imprevistos, mas, ainda assim, acabaram prejudicados.
“Comprei o presente de Natal da minha irmã dia 8, pensando estar fazendo antecipado justamente pra não correr o risco de não chegar. Mas graças aos maravilhosos Correios que temos, minha irmã vai ficar sem o presente. Faz 10 dias que o pedido nem sequer tem atualização”, escreveu um usuário.
Graças aos correios as coisas q eu comprei para esse natal servirão apenas para o natal do ano que vem, meus parabéns pic.twitter.com/J5Bpw0vL8h
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— Varnusz (@varnvss) December 17, 2025
Outro consumidor ironizou a situação: “Graças aos Correios as coisas que eu comprei para esse Natal servirão apenas para o Natal do ano que vem, meus parabéns”.
As queixas não se limitam apenas ao atraso. Há também críticas à falta de comunicação clara por parte da empresa. Consumidores relatam que o sistema de rastreamento permanece parado por vários dias, sem qualquer informação sobre a localização das encomendas ou previsão de entrega.
Para muitos, a ausência de respostas oficiais agrava a sensação de descaso, especialmente em um período tradicionalmente marcado por alto volume de envios.
A paralisação ocorre de forma parcial e atinge ao menos nove estados: Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Mesmo sem adesão total em todo o país, o impacto é significativo, sobretudo em datas de grande demanda logística, como o Natal. Pequenos comerciantes e consumidores finais relatam prejuízos, com presentes que não chegaram e vendas comprometidas.
Do lado dos trabalhadores, a greve está ligada às negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A categoria reivindica a manutenção de benefícios considerados históricos, como adicional de 70% nas férias, pagamento de 200% para trabalho aos finais de semana e a concessão de um abono natalino, conhecido como “vale-peru”, no valor de R$ 2,5 mil. Os Correios, por sua vez, argumentam que a atual situação financeira da estatal inviabiliza o atendimento dessas demandas.
A empresa enfrenta uma crise financeira e, na última quinta-feira (18), obteve autorização para contratar um empréstimo de R$ 12 bilhões. O impasse entre funcionários e direção segue sem solução definitiva, e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) atua como mediador das negociações. Uma nova audiência entre as partes está prevista para o dia 26, quando se espera algum avanço nas tratativas.
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