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Governo Lula é desaprovado por 51% dos brasileiros, aponta Genial/Quaest; 46% aprovam

O instituto entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 12 e 14 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Ricardo Lélis

17 de setembro de 2025 às 16:41   - Atualizado às 16:41

Presidente Lula.

Presidente Lula. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A aprovação da população sobre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou estável em setembro, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 17.

O levantamento aponta que 51% dos entrevistados desaprovam a gestão, enquanto 46% aprovam e 3% não souberam ou não responderam - patamares iguais aos registrados pela pesquisa em agosto.

A avaliação também é estável: 38% consideram o trabalho de Lula negativo, ante 39% na rodada anterior; 31% como positivo, mesmo porcentual da última pesquisa; e 28% como regular (eram 27%). Não sabem ou não responderam os mesmos 3% de agosto.

A Quaest entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 12 e 14 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

A pesquisa também questionou os entrevistados sobre o tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras.

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Para 73% (eram 71%), o presidente americano, Donald Trump, está errado ao adotar a medida por acreditar que há perseguição a Bolsonaro no Brasil. Por outro lado, 20% consideram que ele está certo (21%). Não souberam ou não responderam 7% (8%).

Para 49%, o lado que está fazendo o que é mais certo no embate sobre o assunto é o de Lula e do PT, contra 27% de Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados. Em agosto, o placar era de 48% a 28%. Novamente, 15% responderam "nenhum" lado e 9% não souberam ou não responderam.

A maioria dos entrevistados, 74% afirmou que as tarifas vão prejudicar suas vidas. O porcentual era de 77% no mês passado. Na contramão, 23% (20%) consideram que não haverá prejuízo; 3% não souberam ou não responderam.

"Embora a maioria continue avaliando negativamente o tarifaço - o que ajuda o presidente Lula no debate - esse efeito foi neutralizado por outros temas domésticos e não gerou ganho extra nas pesquisas. O efeito do tarifaço no Brasil tem semelhança com o que aconteceu no México, onde a alta das tarifas impulsionou a popularidade da presidente Claudia Sheinbaum, que subiu 4 pontos percentuais e voltou ao mesmo patamar dois meses depois", afirma Felipe Nunes, CEO da Quaest.

Economia

Na economia, não houve alterações significativas sobre a percepção dos preços dos alimentos nos mercados: 61% avaliam que eles subiram, 20% que ficou igual e 18% que caiu. Há um mês, o resultado era 60%, 20% e 18%, respectivamente.

Por outro lado, cresceram os eleitores que consideram que ficou mais fácil conseguir um emprego hoje do que há um ano. Esse grupo era de 34% em agosto e agora subiu para 41%. Os que acham que está mais difícil eram 55% e agora são 49%. Para 4% (5%), ficou igual.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na terça (16) que a taxa de desemprego no País é de 5,6%, menor índice registrado na série histórica iniciada em 2012.

De forma geral, 48% (46%) responderam que a economia piorou nos últimos 12 meses. Para 29% (30%) ficou do mesmo jeito e 21% (22%) acham que melhorou.

Estadão Conteúdo

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