Lula e Marina Silva; Desmatamento na Mata Atlântica. Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
A exploração ilegal de madeira segue como um dos principais desafios ambientais no Amazonas. Dados divulgados em dezembro de 2025 pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), em parceria com a Rede Simex, revelam que 62% de toda a atividade madeireira registrada no estado ocorreu de forma ilegal entre agosto de 2023 e julho de 2024.
No período analisado, foram identificados cerca de 68 mil hectares com exploração madeireira, dos quais 42 mil hectares não possuíam autorização dos órgãos ambientais competentes. O número reforça a dimensão do problema e evidencia dificuldades persistentes no controle e na fiscalização da atividade florestal na região.
Além do alto percentual de irregularidade, o relatório aponta um crescimento de aproximadamente 9% na área explorada ilegalmente em comparação com o ciclo anterior de monitoramento. No período precedente, cerca de 38 mil hectares haviam sido identificados como irregulares, o que indica uma tendência de avanço da atividade ilegal.
Especialistas destacam que esse aumento ocorre mesmo com o uso de sistemas de monitoramento por satélite, o que demonstra a capacidade de adaptação dos grupos envolvidos na extração clandestina de madeira.
Outro dado que chama atenção no levantamento do Imazon é a concentração geográfica da exploração ilegal. Os municípios de Boca do Acre e Lábrea, localizados no sul do Amazonas, responderam por 75% de toda a área de extração ilegal de madeira no estado durante o período analisado.
A região é considerada estratégica para a cadeia ilegal por sua proximidade com áreas de floresta preservada e rotas de escoamento, o que facilita o transporte da madeira extraída irregularmente.
O relatório também revela que 13% da madeira explorada ilegalmente no Amazonas foi retirada de áreas protegidas. Desse total, 9% ocorreram em terras indígenas e 4% em unidades de conservação.
A presença da atividade madeireira ilegal nesses territórios acende um alerta adicional. Segundo especialistas, a extração clandestina nessas áreas representa não apenas um crime ambiental, mas também uma ameaça direta a comunidades tradicionais, povos indígenas e à integridade dos ecossistemas amazônicos.
A exploração ilegal de madeira está associada a uma série de impactos ambientais, como perda de biodiversidade, degradação florestal e abertura de caminhos para outras atividades ilegais, incluindo grilagem de terras e desmatamento.
Do ponto de vista social, a atividade afeta modos de vida tradicionais e aumenta conflitos territoriais, especialmente em áreas indígenas e unidades de conservação, onde a presença de invasores gera insegurança e pressão constante sobre as comunidades locais.
O Imazon e a Rede Simex destacam que o monitoramento contínuo é essencial para identificar padrões, orientar políticas públicas e fortalecer ações de fiscalização. Apesar dos avanços tecnológicos, o relatório evidencia que o desafio não é apenas identificar a ilegalidade, mas combatê-la de forma efetiva e permanente.
Os dados reforçam que a exploração ilegal de madeira no Amazonas permanece como um problema estrutural, exigindo respostas coordenadas entre fiscalização, políticas ambientais e proteção de territórios sensíveis.
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