A prisão ocorreu durante uma operação da PF, que investiga um sistema utilizado pela facção que movimentou o montante nos últimos cinco anos, utilizando fintechs.
Tarcísio de Freitas Foto: Governo de São Paulo
A Polícia Civil confirmou nesta segunda-feira, 2 de dezembro, o afastamento do capitão Diogo Costa Cangerana, preso por suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa PCC. A prisão ocorreu durante uma operação da Polícia Federal (PF), que investiga um sistema utilizado pela facção para movimentar cerca de R$ 60 bilhões nos últimos cinco anos, utilizando fintechs.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, Cangerana atuou na Casa Militar do Palácio dos Bandeirantes entre 2012 e setembro deste ano, ocupando o cargo de Chefe de Equipe da Divisão de Segurança de Dignitários. Após essa data, foi transferido para o 13º Batalhão, na região central. Durante seu período na Casa Militar, ele recebia gratificações por ocupar um cargo de confiança do governador.
As investigações da PF apontam que o esquema contava com a participação de policiais militares e civis, gerentes de bancos e contadores. O sistema teria sido usado para lavar dinheiro e facilitar o envio e recebimento de recursos do exterior, beneficiando organizações envolvidas em tráfico de drogas e armas.
Estima-se que, apenas em 2024, o esquema movimentou R$ 800 milhões dentro e fora do Brasil, incluindo países como Estados Unidos, Panamá, Argentina, Itália, Dubai e China.
Além de Cangerana, o PM Cyllas Salerno Elia Júnior também foi preso durante a operação. Cyllas é sócio do 2 GO Bank, uma fintech suspeita de práticas ilícitas relacionadas ao crime organizado. A instituição financeira tem vínculos com o mundo esportivo, patrocinando o Esporte Clube Vitória e criando o Vitória Bank, voltado para torcedores.
A fintech ainda tentou fechar uma parceria com o Corinthians, mas o clube paulista afirmou em nota que o acordo não foi adiante.
Durante uma coletiva em Mogi-Guaçu na semana passada, o governador Tarcísio de Freitas defendeu a Polícia Militar e garantiu que eventuais desvios serão punidos com rigor. "Nós confiamos na corporação, mas aqueles que cometem crimes responderão por seus atos", afirmou.
"Quem desviar a conduta vai sofrer as penalidades, porque a gente não tolera esse tipo de coisa. Agora, não podemos falar da Polícia, a Polícia é boa, é séria, é profissional e presta um relevante serviço para a sociedade. Toda instituição, infelizmente, tem as maçãs podres, e essas maçãs podres a gente vai tirar desse cesto e punir severamente".
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