Esposa de secretário que matou os filhos após suposta traição teria recebido ameaças em velório Foto: Reprodução
O enterro de Miguel, de 12 anos, em Itumbiara, no sul de Goiás, foi marcado por forte comoção e tensão no fim da tarde da quinta-feira, 12 de fevereiro. A mãe do menino, Sarah Araújo, deixou o cemitério antes do encerramento da cerimônia após relatos de ameaças e clima hostil no local.
Segundo testemunhas, que preferiram não se identificar, a situação gerou preocupação com a segurança da mãe durante a despedida. Ela entrou no cemitério sob escolta e o veículo que a transportava foi posicionado próximo ao local do sepultamento para facilitar sua saída, caso fosse necessário.
A cerimônia começou por volta das 17h50. Amparada por familiares e amigos, Sarah acompanhou o cortejo por parte do tempo, mas deixou o espaço antes do encerramento. O episódio reforçou o ambiente de tensão que já vinha sendo observado desde a divulgação de informações sobre o caso.
O caso envolvendo o secretário de Governo de Itumbiara, Thales Machado, teve início na madrugada de quinta-feira (12). De acordo com informações da polícia, ele teria atirado contra os dois filhos e, em seguida, tirado a própria vida.
Miguel, de 12 anos, morreu pouco após dar entrada no Hospital Municipal Modesto de Carvalho. O irmão mais novo, de 8 anos, chegou a ser internado na UTI, mas não resistiu aos ferimentos e teve morte confirmada horas depois.
A polícia informou que o caso é tratado como duplo homicídio seguido de suicídio. Em nota, as autoridades afirmaram que, até o momento, não há indícios de participação de terceiros. Na residência foram encontrados uma arma de fogo e galões de combustível.
O crime gerou grande repercussão em Itumbiara, município com pouco mais de 100 mil habitantes. A cidade decretou luto oficial de três dias.
Antes do enterro, o caso já provocava reações intensas nas redes sociais. Isso ocorreu após a divulgação de uma carta atribuída a Thales Machado, na qual ele tentava justificar o crime alegando ter descoberto uma suposta traição.
Especialistas em enfrentamento à violência alertam que, em situações como essa, é comum que autores de crimes tentem transferir a responsabilidade por seus atos. Quando essa narrativa é reproduzida sem reflexão, pode contribuir para a disseminação de desinformação e para a revitimização de familiares.
O secretário era genro do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo. Após o ocorrido, as redes sociais do gestor municipal receberam mensagens de solidariedade. O governo estadual também se manifestou por meio do governador Ronaldo Caiado, que prestou apoio à família.
O caso segue sob investigação das autoridades locais. A polícia trabalha para concluir os laudos e esclarecer todos os detalhes da ocorrência.
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