Desfile de escola de samba com homenagem a Lula derruba audiência da Globo Foto: Divulgação
A transmissão do desfile da Acadêmicos de Niterói, realizada no domingo, 13 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí, registrou, na Grande São Paulo, audiência abaixo do habitual para a TV Globo. A emissora, que detém os direitos de exibição do carnaval carioca, marcou média de 11 pontos entre 22h10 e 23h35, faixa em que a escola esteve na avenida.
O melhor momento da transmissão atingiu 12 pontos, segundo dados divulgados pela Folha de S.Paulo. A performance ficou abaixo da média registrada pela Globo nos quatro domingos anteriores, quando a programação da emissora alcançou cerca de 15 pontos no mesmo mercado com a exibição do Fantástico e do Big Brother Brasil.
A escola levou para a avenida um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A apresentação chamou atenção nas redes sociais e gerou debates, mas não se refletiu em crescimento de audiência na principal praça de medição do país.
No mesmo horário, a Record registrou média de 7 pontos, enquanto o SBT marcou 6 pontos. A Record teve seu melhor desempenho entre 22h15 e 22h30, quando transmitia a partida entre São Bernardo Futebol Clube e Sport Club Corinthians Paulista, válida pelo Campeonato Paulista. Nesse intervalo, a emissora chegou a picos de 10 pontos.
A Grande São Paulo é considerada o principal mercado publicitário do país e referência para avaliação de desempenho das emissoras abertas. Por isso, oscilações na audiência dominical costumam ser analisadas com atenção pelo setor.
A estreia da Acadêmicos de Niterói no Grupo Especial do Rio transformou a abertura do Carnaval, neste domingo, 15 de fevereiro, em um dos momentos mais politizados da noite. Com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a escola levou para a Marquês de Sapucaí uma homenagem direta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acompanhou o desfile de um camarote.
Ao mesmo tempo, o desfile incorporou críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Um dos carros alegóricos exibiu um boneco gigante do palhaço Bozo caracterizado como presidiário, atrás de grades e com tornozeleira eletrônica. A representação foi repetida na comissão de frente, onde um integrante com faixa presidencial e caracterizado como o palhaço Bozo fazia gestos associados ao armamento civil, pauta defendida durante o governo anterior.
A narrativa apresentada na avenida exaltou a trajetória do petista, da origem humilde à Presidência da República, com referências à militância sindical e aos mandatos no Planalto. O público respondeu com gritos de apoio e bandeiras com o nome e o rosto do presidente, especialmente nos setores mais populares do sambódromo.
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, esteve na Sapucaí ao lado do presidente, mas não desfilou, apesar da expectativa inicial. O espaço no último carro ficou com a cantora Fafá de Belém. Em determinado momento, Lula desceu à pista acompanhado do prefeito Eduardo Paes e cumprimentou integrantes da escola.
A escolha do enredo provocou questionamentos judiciais sob o argumento de possível propaganda eleitoral antecipada. O Tribunal Superior Eleitoral rejeitou as ações que pediam a suspensão do desfile, mas a presidente da Corte, Cármen Lúcia, alertou que o Carnaval não pode servir de brecha para crimes eleitorais.
No material entregue à Liesa, a escola classificou o governo Bolsonaro como “um período de trevas” e afirmou que Lula não interferiu na construção do enredo. A apresentação dividiu opiniões nas redes sociais e entre lideranças políticas, consolidando a abertura do Grupo Especial como um dos desfiles mais comentados da temporada.
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