Desde o início do ano, foram registrados 6.546.812 casos prováveis da arbovirose, enquanto o coronavírus contabilizou cerca de 742,6 mil casos confirmados no mesmo período.
18 de outubro de 2024 às 06:55 - Atualizado às 07:11
Dengue. Foto: Arte/Portal de Prefeitura
Até o momento deste ano de 2024, a dengue resultou em mais mortes do que a Covid-19 em 2024, conforme dados do Ministério da Saúde. O Painel de Monitoramento de Arboviroses, atualizado na quarta-feira, 16 de outubro, revela 5.618 óbitos relacionados à doença. Em contrapartida, o painel da Covid-19 contabiliza 4.988 mortes até a semana epidemiológica 40.
Os dados indicam que, desde o início do ano, foram identificados 6.546.812 casos prováveis de dengue. Em comparação, a Covid-19 registrou cerca de 742,6 mil casos confirmados nesse mesmo período.
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Em 18 de setembro, durante a apresentação do plano de ação do governo Lula para o enfrentamento da arbovirose, a ministra Nísia Trindade informou que o coeficiente de incidência é de 3,2 mil casos por 100 mil habitantes.
Das 5.618 mortes atribuídas à dengue, o ministério liderado por investiga 1.485 casos. O país tem enfrentado um aumento significativo nas ocorrências da doença desde o começo do ano. “Esses números representam um aumento de 300% no total de casos em relação ao mesmo período do ano anterior”, declarou.
Naquele momento, foram registrados 1.454.688 casos prováveis e 681,9 casos por 100 mil habitantes.
Os estados que concentram 87,70% dos casos prováveis incluem São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Goiás e o Distrito Federal.
O Brasil registrou um aumento de 432% nos casos de dengue em comparação com a média dos últimos cinco anos. O relatório mais recente da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), divulgado em 7 de outubro, aponta estatísticas divergentes das fornecidas pelo Ministério da Saúde.
Segundo a Opas, o Brasil reportou 9.569.467 casos de dengue entre as semanas epidemiológicas 1 e 36 deste ano.
Esse número representa um crescimento de 255% em relação ao mesmo período de 2023 e um aumento de 432% em comparação com a média dos últimos cinco anos para o mesmo intervalo.
A taxa de incidência acumulada até a 36ª semana é de 4.471 casos por 100 mil habitantes. Foram registrados 7.343 casos graves (0,08%) e 5.303 mortes, com uma letalidade de 0,055%.
No relatório, a Opas enfatizou que os governos e entidades responsáveis devem intensificar treinamentos e implementar ações de prevenção, pois a temporada de verão no Hemisfério Sul, período em que a transmissão e a circulação do mosquito aumentam, está se aproximando.
“A OPAS/OMS insta os Estados membros a continuarem reforçando as ações de vigilância, triagem, diagnóstico e manejo oportuno e adequado dos casos de dengue e de outros arbovírus, assim como as ações de controle de vetores”, afirmou a organização em seu relatório.
Durante o lançamento do plano de ação do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que, se “Deus quiser, teremos o verão com menos dengue na história deste país”.
“Os mosquitos estão presentes na casa de cada um de nós, não apenas nas residências de pessoas em situação de vulnerabilidade, mas também nas de quem possui maior poder aquisitivo”, afirmou Lula. “Queremos transmitir a mensagem de que cada cidadão brasileiro é responsável por cuidar da dengue em sua casa. Precisamos zelar por nossos lares.”
Lula destacou que, embora a “nossa casa seja cuidada”, a do vizinho pode não ser. “Não queremos que haja conflitos com os vizinhos, mas que se notifique o sistema de saúde”, sugeriu.
O presidente ressaltou a necessidade de cuidarmos “de nossos lares” para que os casos diminuam no país. “Se cada um desempenhar seu papel e evitar que os mosquitos tenham espaço em seu quintal, estaremos em uma posição muito melhor para combater as arboviroses no país”, argumentou.
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