lembrou que essa não é a primeira operação com elevado número de vítimas durante a gestão de Cláudio Castro, apontando que já ocorreram sete chacinas em seis anos de governo.
Comissão de Direitos Humanos pede prisão do governador Cláudio Castro após operação no Rio Foto: Rogério Santana / Divulgação
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados enviou, na quarta-feira, 29 de outubro, um pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que analise a possibilidade de prisão preventiva do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). O documento surge após a operação policial realizada na segunda-feira (27), considerada a mais letal da história do estado.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que, até a manhã da quarta-feira, a ação resultou em ao menos 132 mortes. Entre as vítimas estão quatro policiais, dois militares e dois civis.
A operação ocorreu em diferentes comunidades da zona norte do Rio e provocou forte reação de organizações sociais e de parlamentares, que pedem a responsabilização dos envolvidos.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Reimont (PT-RJ), assinou o pedido junto com outros oito parlamentares. Também assinaram o documento Talíria Petrone (PSOL-RJ), Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), Erika Kokay (PT-DF), Tadeu Veneri (PT-PR), Luiz Couto (PT-PB), Glauber Braga (PSOL-RJ), Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ).
Reimont destacou, em entrevista ao portal Metrópoles, que a comissão vê o episódio como mais um crime do governador. Ele lembrou que essa não é a primeira operação com elevado número de vítimas durante a gestão de Cláudio Castro, apontando que já ocorreram sete chacinas em seis anos de governo.
“Consideramos que o que aconteceu lá no Rio foi um crime do governador, e não foi o primeiro. Estamos falando de sete chacinas em seis anos de governo de Cláudio Castro”
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara também planeja visitar o Complexo da Penha, na zona norte do Rio, nesta quinta-feira. O grupo pretende ouvir moradores e familiares das vítimas, além de avaliar as condições do local onde ocorreu a operação. A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, deve acompanhar a comitiva durante a visita.
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