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Capa da Forbes gera críticas por não dar destaque à pesquisadora Tatiana Sampaio

Os internautas criticaram a revista por dar destaque à apresentadora Angélica em vez da pesquisadora que lidera estudos com a proteína polilaminina.

Cami Cardoso

02 de março de 2026 às 17:03   - Atualizado às 17:42

Capa da Forbes gera críticas por não dar destaque à pesquisadora Tatiana Sampaio

Capa da Forbes gera críticas por não dar destaque à pesquisadora Tatiana Sampaio Foto: Divulgação

A mais recente edição da revista Forbes, que lista as “Mulheres Mais Poderosas do Brasil”, gerou polêmica nas redes sociais. O motivo: a capa colocou a apresentadora Angélica no destaque principal, enquanto a cientista Tatiana Sampaio, pesquisadora que lidera estudos com a proteína polilaminina, considerada promissora no tratamento de lesões medulares, ficou em segundo plano.

Além de Angélica e Tatiana, a capa inclui Manzar Feres (diretora-geral de Negócios em Publicidade do Grupo Globo), Monique Evelle (fundadora da startup Inventivos) e a apresentadora Ticiana Villas Boas. Mas foi a decisão de destacar a apresentadora que concentrou os comentários do público.

Nas redes sociais, internautas não esconderam a frustração. Muitos pediram que Tatiana fosse não apenas incluída, mas reconhecida como protagonista da capa:

“Dra. Tatiana merecia estar na frente, nenhuma outra deveria ocupar o destaque dela”, comentou uma seguidora.
“Essa capa precisava ser só da Dra. Tatiana Sampaio”, reforçou outro internauta.

Tatiana Sampaio e a polilaminina

Tatiana Lobo Coelho de Sampaio é professora associada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 1995 e chefia o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular.

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Com mestrado em Biofísica, doutorado em Ciências e pós-doutorado nos Estados Unidos e Alemanha, ela acumula mais de 25 anos de pesquisa na regeneração do sistema nervoso.

O foco de seu trabalho está em proteínas que modulam o comportamento celular para recuperar conexões nervosas perdidas. A polilaminina, descoberta liderada por Tatiana, é uma molécula derivada da laminina natural do corpo e pode abrir caminhos para tratamentos de lesões medulares.

Em fevereiro de 2026, a Anvisa autorizou a Fase 1 de testes clínicos em humanos da polilaminina. Apesar do entusiasmo, Tatiana e especialistas alertam que a substância ainda é experimental e não deve ser considerada uma “cura garantida” até a conclusão de todos os testes.

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