Jair Bolsonaro e Maria Elizabeth Rocha. Fotos: Marcos Correa/ PR e Divulgação/ STM
A ministra Maria Elizabeth Rocha, eleita presidente do Superior Tribunal Militar (STM) e com posse prevista para 12 de março, afirmou que as Forças Armadas “foram usadas” pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o que comprometeu a credibilidade da instituição.
Em entrevista à CNN Entrevistas, a magistrada destacou que Bolsonaro, ao assumir a Presidência da República, não tinha uma base parlamentar consolidada para indicar aos altos cargos do governo.
“Por ter vindo da caserna, as pessoas de sua confiança eram os militares – para além daquele velho pensamento de que os militares seriam os moderadores do Estado, quando a lógica deveria ser inversa: o poder civil é que deve comandar o militar”, declarou.
Maria Elizabeth também ponderou que, embora Bolsonaro tenha “se valido” das Forças Armadas, alguns militares “se beneficiaram, e muito” do protagonismo que tiveram durante o seu governo.
“A Marinha, o Exército e a Aeronáutica acabaram sendo extremamente prejudicados e tiveram a sua credibilidade solapada por causa de um chefe de Estado que se perdeu na condução do governo”, afirmou.
Sobre os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, a ministra considera que algumas penas foram “muito elevadas”, mas avalia que “ainda é muito precipitado” discutir uma possível anistia.
“O Congresso Nacional pode fazê-lo, o presidente pode até indultar, se quiser. Mas me parece estranho essa discussão da anistia já agora, sendo que nem houve a conclusão de todos os julgamentos”, concluiu.
O criminalista Paulo Cunha Bueno, que representa o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou em entrevista à GloboNews em novembro do ano passado, que o grande beneficiado com um golpe de Estado não seria o ex-palaciano, mas sim uma junta militar. Segundo ele, Bolsonaro seria traído pelos militares envolvidos na trama golpista.
"Quem seria o grande beneficiado? Segundo o plano do general Mario Fernandes, seria uma junta que seria criada após a ação do Plano Punhal Verde e Amarelo, e nessa junta não estava incluído o presidente Bolsonaro. Não tem o nome dele lá, ele não seria beneficiado disso. Não é uma elucubração da minha parte. Isso está textualizado ali. Quem iria assumir o governo em dando certo esse plano terrível, que nem na Venezuela chegaria a acontecer, não seria o Bolsonaro, seria aquele grupo", afirmou.
Um documento apreendido com Fernandes, que foi ex-secretário-executivo da Presidência do governo Bolsonaro, previa o assassinato então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2022, por envenenamento ou "uso de químicos para causar um colapso orgânico", considerando a vulnerabilidade de saúde e ida frequente a hospitais do petista.
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Em entrevista, o ex-presidente afirmou ter recebido honorários pelo trabalho e disse que o contrato foi encerrado sem resultado.
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