Barroso, Motta e Alcolumbre vão acompanhar Lula em funeral do Papa Fotos: Foto: Ricardo Stuckert / PR
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República informou nesta terça-feira, 22 de abril, que os chefes dos demais Poderes do Brasil foram convidados a acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no funeral do Papa Francisco.
De acordo com a Secom, os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), devem acompanhar Lula na viagem ao Vaticano.
A previsão é que a comitiva saia do Brasil na noite de quinta-feira (24) por volta das 22h. O retorno está previsto para sábado, após a cerimônia.
Lula adiou as viagens previstas para Rondônia e Pará para participar do enterro do pontífice, morto nesta segunda-feira, 21. Inicialmente, estavam previstas idas de Lula a Porto Velho na quinta-feira e Parauapebas na sexta-feira, 25. De acordo com a Secretaria de Comunicação Social (Secom), ainda não há previsão de quando tais viagens serão remarcadas.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, lamentou a morte do papa Francisco na segunda-feira, 21 de abril, aos 88 anos, e decretou sete dias de luto por seu falecimento. Segundo Lula, a humanidade perde uma voz de respeito e acolhimento ao próximo.
"O Papa Francisco viveu e propagou em seu dia a dia o amor, a tolerância e a solidariedade que são a base dos ensinamentos cristãos. Assim como ensinado na oração de São Francisco de Assis, o argentino Jorge Bergoglio buscou de forma incansável levar o amor onde existia o ódio. A união, onde havia a discórdia. E a compreensão de que somos todos iguais, vivendo em uma mesma casa, o nosso planeta, que precisa urgentemente dos nossos cuidados", escreveu Lula, em nota divulgada no período da manhã desta segunda-feira.
Na mensagem, Lula enalteceu a simplicidade, coragem e empatia do argentino. O petista destacou a trajetória do pontífice, citando que Francisco levou ao Vaticano temas como o das mudanças climáticas e criticou vigorosamente os modelos econômicos "que levaram a humanidade a produzir tantas injustiças". "Mostrou que esse mesmo modelo é que gera desigualdade entre países e pessoas", completou.
O chefe do Executivo brasileiro disse, ainda, que o papa sempre se colocou ao lado "daqueles que mais precisam: os pobres, os refugiados, os jovens, os idosos e as vítimas das guerras e de todas as formas de preconceito".
"Nas vezes em que eu e Janja fomos abençoados com a oportunidade de encontrar o Papa Francisco e sermos recebidos por ele com muito carinho, pudemos compartilhar nossos ideais de paz, igualdade e justiça. Ideais de que o mundo sempre precisou. E sempre precisará", contou Lula. Que Deus conforte os que hoje, em todos os lugares do mundo, sofrem a dor dessa enorme perda."
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