Nabiyah Be e Michael B. Jordan em cena de Pantera Negra. Foto: Reprodução / Disney/Marvel
Nabiyah Be, filha do lendário cantor jamaicano Jimmy Cliff e da psicóloga baiana Sônia Gomes, reafirma seu lugar entre os grandes nomes brasileiros que brilham no exterior. Aos 33 anos, a artista multifacetada atravessa teatro, cinema e música com uma intensidade rara, carregando a Bahia e a Jamaica na voz, no gesto e na história.
Nascida em Salvador em 1992, Nabiyah cresceu cercada pelo universo vibrante do reggae, da música afro-baiana e da arte. Acompanhou o pai em turnês internacionais, mergulhando cedo em dança, canto e performance. Essa vivência multicultural moldou sua identidade artística e afetiva.
Ainda jovem, participou como backing vocal de nomes como Daniela Mercury e Carlinhos Brown. Mais tarde, mudou-se para Nova York, onde aprofundou sua formação em teatro na Pace University e abriu caminho para uma carreira internacional.
O grande salto veio em 2016, quando interpretou Eurydice no musical Hadestown, trabalho que antecedeu o sucesso do espetáculo vencedor de Tony e Grammy. O talento chamou atenção da crítica e abriu portas para novos desafios.
Em 2018, Nabiyah escreveu história ao vencer o Drama Desk Award pela peça School Girls; or, the African Mean Girls Play, tornando-se a primeira mulher negra brasileira a conquistar o prêmio.
O reconhecimento internacional ganhou força no mesmo ano, quando estreou no cinema como Linda em Pantera Negra, da Marvel. A participação no filme expandiu sua visibilidade e colocou a artista no radar de Hollywood.
Na televisão, seu papel como Simone Jackson em Daisy Jones & The Six consolidou seu nome. A personagem — uma cantora disco inspirada em divas como Donna Summer — rendeu elogios e ajudou a série a conquistar prêmios importantes, incluindo o Emmy.
Em 2025, Nabiyah deu um passo marcante na música com o lançamento do álbum O Que o Sol Quer. O projeto reúne 14 faixas profundamente pessoais, nas quais a artista revisita temas como identidade, traumas transgeracionais e relações familiares.
O disco reforça sua ligação com a Bahia e com as raízes afro-brasileiras, contando com produção de nomes renomados do cenário nacional. É um trabalho maduro, espiritual e emocionalmente poderoso.
Nabiyah destaca frequentemente o peso simbólico de suas origens. “Crescer na Bahia, tão rica em cultura, somada à herança jamaicana do meu pai, me deu uma base única para expressar minha arte”, afirma.
A história de seus pais também carrega elementos espirituais: Jimmy Cliff e Sônia Gomes se conheceram em um ritual de Ayahuasca conduzido por Margareth Menezes, que viria a se tornar madrinha de Nabiyah.
A artista reconhece o papel determinante do pai em sua formação musical: “Meu pai foi a porta aberta para o mundo da música, e eu não seria quem sou sem ele”.
Nabiyah Be, filha de Jimmy Cliff, brilha em Hollywood. Foto: Reprodução internetAtualmente baseada em Nova York, Nabiyah segue transitando entre teatro, música e cinema, sempre com foco na pluralidade de suas vivências. Sua identidade queer também integra sua expressão artística, influenciando suas narrativas e seu posicionamento público.
Essa combinação de raízes, coragem criativa e visão crítica faz de Nabiyah Be uma voz única no cenário internacional. Ela não é apenas uma “filha de Jimmy Cliff”, mas um símbolo de representatividade e afirmação na arte contemporânea.
A artista já se tornou referência entre brasileiros que conquistam espaço no exterior. Sua presença em Hollywood, nos palcos e agora na música expande a representatividade de narrativas afro-diaspóricas, baianas e caribenhas no audiovisual global.
Com autenticidade, potência artística e raízes firmes, Nabiyah Be constrói uma trajetória que inspira e emociona e que promete ganhar ainda mais força nos próximos anos.
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