Pátio da autoescola do Detran. Foto: Divulgação/Detran PE
Valores mais baixos e maior procura: em tempo recorde, autoescolas de diferentes regiões do país já começaram a se adaptar ao novo modelo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), lançado pelo Governo do Brasil para reduzir custos e ampliar o acesso dos cidadãos.
Um dos efeitos é o aumento nas contratações para quem deseja conquistar o documento, especialmente nas empresas que oferecem serviços de capacitação de condutores.
Dhienifer Raiani Pinto, consultora de uma autoescola na Bahia, afirma estar surpresa com o crescimento da adesão: a unidade registrou, em média, 200% mais solicitações e orçamentos em relação a novembro, mês anterior ao lançamento do programa. Além do aumento, o perfil dos candidatos também mudou.
“São mais jovens, com idade média de 20 a 25 anos. Nosso público anterior era de 25 a 35 anos, chegando até 45. A mudança movimentou bastante o mercado”, afirmou.
Com a modernização das regras, que elimina a exigência de 20 horas de aulas práticas para a realização do teste e oferece o curso teórico de forma gratuita aos candidatos, o custo total das etapas pode ser bastante reduzido, variando de acordo com o estado.
Desde a chegada da plataforma CNH do Brasil, mais de 1 milhão de brasileiros já solicitaram a abertura do processo para obtenção da primeira carteira de motorista, conforme boletim da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), divulgado nesta terça-feira (16).
Luciana Ramos, proprietária de uma autoescola no Distrito Federal, acredita na oportunidade que a medida vai gerar, especialmente para as classes C e D. “Essa iniciativa pode trazer pessoas que têm dificuldade financeira, que antes não teriam condições de pagar”, declarou.
“A entrada de clientes é bastante diversificada: temos jovens, adultos, aqueles que querem tirar a habilitação para trabalhar; há quem tire por necessidade, quem tire por obrigação e quem completou 18 anos e deseja ter a CNH simplesmente por ter atingido a idade mínima”, complementou Francisco de Assis Rodrigues, gerente de um centro de formação no Ceará.
Apresentado pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última terça-feira (9), o projeto CNH do Brasil visa melhorar a situação de mais de 20 milhões de brasileiros que atualmente dirigem sem carteira de motorista, sobretudo devido ao alto custo do processo.
“Nós fizemos um enfrentamento a uma das grandes dificuldades do país, que era o povo brasileiro não ter acesso à CNH por conta de um preço impositivo. O preço despencou, e o pessoal das autoescolas locais está vendendo mais”, concluiu o ministro.
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