O senador comentou o caso da distribuidora investigada por suspeita de ligação com a facção criminosa e detentora de contratos milionários para fornecimento de combustíveis a órgãos públicos.
Senador Magno Malta e o presidente Lula Fotos: Waldemir Barreto/Agência Senado e Marcelo Camargo/Agência Brasil
O senador Magno Malta (PL-ES) acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de manter relações com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
A declaração foi feita em entrevista ao portal Pleno.News, ao comentar o caso da distribuidora Rede Sol Fuel, investigada por suspeita de ligação com a facção criminosa e detentora de contratos milionários para fornecimento de combustíveis a órgãos públicos.
"O PCC é uma grande organização criminosa muito bem organizada com seus tentáculos no mundo inteiro, e dentro do governo. Empresas pertencentes ao PCC que lavam milhões hoje em operações econômicas fazem parte, têm contatos com o governo. E isso está à luz do dia", afirmou.
Segundo o parlamentar, a atual gestão federal mantém “compromissos” não apenas com o PCC, mas também com o Comando Vermelho (CV).
"Todo mundo sabe que o que o governo está fazendo é cumprindo compromissos de campanha, porque com o crime organizado não se brinca. Eles fizeram compromissos com o PCC e com o Comando Vermelho. No primeiro mês de governo do Lula, o Marcola [líder do PCC] foi tirado do presídio de segurança máxima e levado para Brasília, compromisso de campanha. A dama do Comando Vermelho foi recebida por Flávio Dino no Ministério da Justiça, e as passagens foram pagas pelo Ministério de Direitos Humanos, do senhor Silvio Almeida, o taradão da Esplanada", disse.
Uma força-tarefa deflagrou, no dia 28 de agosto, a maior operação contra o crime organizado já realizada no país, com foco em um esquema bilionário de sonegação, lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis.
O grupo, segundo as investigações, tem ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e outras facções criminosas.
A ação envolve cerca de 1.400 agentes e cumpre mais de 350 mandados de busca e prisão em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
O esquema criminoso atuava desde a produção até a distribuição de combustíveis, usando empresas de fachada, ameaças a antigos proprietários de postos e adulteração com metanol, produto altamente inflamável e tóxico, importado irregularmente pelo Porto de Paranaguá (PR).
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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