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Vereadora do PT Recife promove reunião pública para discutir sobre ataques contra a Palestina

Kari Santos destacou que o evento foi um "espaço de poder" que teve compromisso com a "luta internacional".

Redação

07 de outubro de 2025 às 08:12   - Atualizado às 08:12

Vereadora do PT Recife promove reunião pública para discutir sobre ataques contra a Palestina.

Vereadora do PT Recife promove reunião pública para discutir sobre ataques contra a Palestina. Foto: Divulgação

Na segunda-feira, 6 de outubro, a vereadora do Recife, Kari Santos (PT), promoveu uma reunião pública para discutir a questão da Palestina. Em 7 de outubro de 2023, houve um ataque do grupo palestino Hamas contra Israel. E Israel respondeu com bombardeios na Faixa de Gaza, atingindo alvos civis, como escolas e hospitais. Parlamentares, sociedade civil, movimentos populares e conselhos de moradores estiveram presentes no plenarinho da Casa de José Mariano.

“Estamos aqui com a segunda comunidade árabe do país, que é a cidade do Recife, e aqui é um espaço de poder", disse a parlamentar ressaltando a participação de vereadoras na reunião. "Esse espaço de poder é representado pelas vereadoras dessa Casa que possuem compromisso também com a luta internacional".

"Todo o povo tem o direito de lutar e resistir pela permanência no seu território”, disse Kari Santos. Ela ressaltou que povo palestino tem o direito de viver bem e que era preciso tomar medidas urgentes.

“O palestino tem direito de se alimentar, beber água e cultuar sua fé. A gente não pode é relativizar o que está acontecendo na Palestina. É um massacre. São pessoas inocentes e é preciso de uma vez por todas cessar fogo. O maior genocídio registrado na história e é necessário interromper antes que um povo venha a ser dizimado”.

A vereadora Jô Cavalcanti (PSOL) criticou Benjamin Netanyahu, Primeiro-ministro de Israel, e pontuou que era preciso dar um basta à violência.

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“Já basta Israel  atacar o povo palestino, já basta de atacar as mulheres, as famílias e crianças. Não só na Palestina, mas vemos o avanço da extrema direita que ataca sempre o povo que está sofrendo”.

Clóvis Maia, da Aliança Palestina Recife, disse que depois de muita luta e combatividade as pessoas estão defendendo mais a Palestina.

“A gente não parou de estar na rua, de falar com as pessoas fazendo esse trabalho de formiguinha e vemos outra conjuntura. O Benjamin Netanyahu está num processo de isolamento político terrível. O massacre chegou a uma situação tão terrível e várias autoridades que antes faziam vista grossa, ou fingiam que não estava acontecendo nada, hoje tiveram que se colocar e se posicionar contra o que está acontecendo. São crianças morrendo e maternidades, igrejas e escolas destruídas”.

André Frej, coordenador da Aliança Palestina Recife, disse que o movimento foi criado a partir do Movimento Ocupe Estelita (movimento popular que surgiu em 2012 para contestar o projeto "Novo Recife", que previa a construção de torres residenciais no Cais José Estelita).

“O movimento é de solidariedade e a gente tem que registrar que a luta é do povo palestino. Inclusive, o povo palestino é que deve decidir quem deve dirigir a Palestina e ninguém tem que impor isso. A gente luta pela libertação, pelo fim do genocídio e luta, sobretudo, pelo estabelecimento de um estado palestino livre, laico, soberano e independente”.

As vereadoras Liana Cirne (PT) e Cida Pedrosa (PCdoB) estiveram presentes no evento. Ambas elogiaram a iniciativa de Kari Santos de promover o evento na Casa.  

“É necessário que o mundo lembre que são dois anos de genocídio, que é preciso denunciar a perseguição contra a flotilha humanitária e denunciar a hipocrisia por trás de uma suposta proposta de paz vinda do imperialismo norte-americano”, disse Cirne.

Cida Pedrosa ressaltou a importância de haver momentos de debate como a reunião pública na Câmara Municipal do Recife.

“Por isso que cada momento desse, em cada Câmara, em cada lugar, cada povo que que se levanta contra esse absurdo, é necessário. Porque vai unindo pequenos elos no mundo todo contra a morte. Estamos na mesma luta e sejam acolhidos por nós”.   

Ahmed Shehada, presidente do Instituto Brasil Palestina, lamentou as mortes que vêm ocorrendo em Gaza.

“O que aconteceu depois de 7 de outubro de 2023 (quando o grupo terrorista Hamas invadiu Israel por céu, terra e mar) foi uma resposta brutal planejada de Israel que lançou sobre Gaza a mais devastadora campanha de extermínio da história”, disse. “Mais de 75 mil palestinos mortos é o mínimo. Já se ouviu falar que foram mais de 160 mil mortos. O que temos registrado são 75 mil. Matam crianças e mulheres deliberadamente, não por acaso, e tudo guiado pelas ordens do exército e ordens também dos rabinos de Israel”, completou Shehada.

Ao finalizar suas palavras, Ahmed Shehada ressaltou que o que acontece hoje, na Palestina, não é apenas um conflito distante.

“Por isso, estamos todos aqui. É um teste para a consciência humana. E a pergunta que nos desafia é: o que fazemos quando a dignidade humana é destruída diante dos nossos olhos? Se ficamos calados, tornamo-nos cúmplices, mas, se nós levantamos, falamos e se resistirmos, então a Palestina não está sozinha. Por isso, repetimos: com fé e convicção, a Palestina viverá. A Palestina vencerá”.  

Câmara do Recife

 

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