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Vereadora do PT chama Bolsonaro de "vagabundo, frouxo e covarde" durante sessão na Câmara do Recife

Kari Santos também levou uma imagem do ex-presidente e a colocou dentro de uma pequena gaiola.

Redação

24 de novembro de 2025 às 12:10   - Atualizado às 12:10

Kari Santos, vereadora do PT.

Kari Santos, vereadora do PT. Foto: Reprodução/Câmara do Recife

A vereadora do Recife, Kari Santos (PT), usou a tribuna da Câmara Municipal nesta segunda-feira, 24 de novembro, para comentar a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A parlamentar levou uma imagem do ex-presidente e a colocou dentro de uma pequena gaiola, gesto que buscou simbolizar a situação jurídica de Bolsonaro após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). (veja vídeo abaixo)

Kari Santos segurou a estrutura, posicionou a fotografia dentro do objeto e iniciou seu discurso com críticas diretas ao ex-presidente. A parlamentar chamou Bolsonaro de “vagabundo” e afirmou que comemorava a prisão, decretada no sábado (22).

A vereadora seguiu em linha com críticas que ela já havia feito em outras oportunidades sobre a condução do governo Bolsonaro e sobre a postura do ex-presidente diante da pandemia e de episódios ligados ao 8 de Janeiro.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

"Finalmente o vagabundo do Bolsonaro foi preso e a gente está aqui para comemorar a prisão daquele que atentou contra a democracia. Ele ainda tentou fugir e pegou um ferro de solda para tirar a tornozeleira eletrônica, mas, como frouxo e covarde que Bolsonaro é, ele ficou com medo e disse que foi alucinação. Deve ter sido muita cloroquina na cabeça. As vozes que ele escutou devem ter sido das 700 mil vítimas da Covid-19", disse.

"A gente está aqui para acompanhar cada soluço que ele for dar na Papuda. Deveria ser 700 mil soluços em homenagem àqueles que se foram diante do negacionismo dele. Vagabundo", finalizou.

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Prisão de Bolsonaro

Bolsonaro foi preso na manhã de sábado (22), após a Polícia Federal apontar indícios que, segundo os investigadores, mostravam risco concreto de fuga e ameaça à ordem pública. As informações apresentadas pela PF incluíram o episódio da tornozeleira e outros elementos que passaram a integrar o inquérito conduzido pelo STF.

A prisão preventiva ganhou ainda mais relevância, segundo o voto do ministro, diante da proximidade do início do cumprimento da pena de 27 anos e três meses imposta ao ex-presidente pela chamada trama golpista. No processo, Bolsonaro foi identificado como líder da organização criminosa que buscou, de acordo com a acusação, interferir no resultado eleitoral e atacar o sistema democrático.

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