Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Vereadora critica ação de igrejas que distribuem alimentos a moradores de rua: "Não deem quentinhas"

A parlamentar é conhecida por pautas conservadoras na Câmara Municipal do Rio e já participou de projetos polêmicos, como o PL anti-Oruam.

Portal de Prefeitura

11 de dezembro de 2025 às 14:49   - Atualizado às 14:56

Vereadora do Rio e Igreja entregando Quentinhas

Vereadora do Rio e Igreja entregando Quentinhas Foto MOntagem/Portal de Prefeitura/FuxicoGospel

Uma declaração da vereadora Talita Galhardo (PSDB-RJ) gerou repercussão nesta quinta-feira (11/12) ao criticar a distribuição de alimentos promovida por igrejas e grupos voluntários para pessoas em situação de rua no Rio de Janeiro. Segundo ela, ações como a entrega de quentinhas durante o Natal podem trazer efeitos negativos, como a permanência prolongada de moradores nas ruas e aumento da criminalidade.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Galhardo afirmou que a forma correta de atender essas pessoas seria o encaminhamento para abrigos municipais. No entanto, ela reconheceu que muitos recusam a oferta devido a regras rígidas, como horários definidos, separação por gênero e proibição do uso de drogas, fatores que dificultam a adesão aos serviços públicos.

Contexto social e crise humanitária

O posicionamento da parlamentar ocorre em um momento crítico para a população em situação de rua. Dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com População em Situação de Rua (OBPopRua/UFMG) indicam que o estado do Rio de Janeiro contabiliza mais de 33 mil pessoas vivendo nas ruas, enquanto o número no Brasil ultrapassa 358 mil.

Para muitos, a distribuição de alimentos realizada por igrejas é a única fonte diária de nutrição, especialmente em períodos festivos. Especialistas em políticas sociais destacam que a ajuda emergencial não deve ser criminalizada, mesmo quando existem programas de acolhimento oficiais.

A parlamentar é conhecida por pautas conservadoras na Câmara Municipal do Rio e já participou de projetos polêmicos, como o PL anti-Oruam, que visa restringir shows com apologia ao crime.

Veja Também

Repercussão nas redes sociais

A fala de Galhardo provocou intensa reação de internautas, movimentos sociais e fiéis. Muitos afirmaram que a vereadora estaria criminalizando a pobreza ao criticar a solidariedade promovida por igrejas. Um comentário amplamente compartilhado dizia: “Cama quente, salário em dia, e a culpa é de quem dá comida a quem tem fome?”

Organizações de assistência social ressaltaram que, enquanto as políticas públicas ainda não conseguem atender a demanda, a atuação de igrejas e voluntários é essencial para garantir alimentação e dignidade básica a milhares de pessoas.

Até o momento, não houve nova declaração da vereadora, nem pronunciamento da executiva do PSDB-RJ sobre o episódio.

A polêmica reacende o debate sobre a melhor forma de atender a população em situação de rua, equilibrando acolhimento institucional e assistência emergencial feita por igrejas e voluntários. A sociedade acompanha de perto como políticas públicas e ações de solidariedade podem coexistir de forma eficaz, garantindo proteção e dignidade a quem vive nas ruas do Rio de Janeiro.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

08:17, 13 Fev

Imagem Clima

25

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Senador Flávio Bolsonaro.
Posição

Flávio Bolsonaro afirma que, se eleito, manterá Bolsa Família "enquanto as pessoas precisarem"

Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.

Vereadora do PSOL, Jô Cavalcanti, alvo de ataques e prefeito do Recife, João Campos.
Vídeo

Vereadora do PSOL sofre ataques nas redes sociais após assinar CPI para investigar João Campos

A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.

Faixada da Petrobras
Petroquímica

Petrobras abre mão de controlar Braskem e mantém participação minoritária

A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.

mais notícias

+

Newsletter