Vereadora do Rio e Igreja entregando Quentinhas Foto MOntagem/Portal de Prefeitura/FuxicoGospel
Uma declaração da vereadora Talita Galhardo (PSDB-RJ) gerou repercussão nesta quinta-feira (11/12) ao criticar a distribuição de alimentos promovida por igrejas e grupos voluntários para pessoas em situação de rua no Rio de Janeiro. Segundo ela, ações como a entrega de quentinhas durante o Natal podem trazer efeitos negativos, como a permanência prolongada de moradores nas ruas e aumento da criminalidade.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Galhardo afirmou que a forma correta de atender essas pessoas seria o encaminhamento para abrigos municipais. No entanto, ela reconheceu que muitos recusam a oferta devido a regras rígidas, como horários definidos, separação por gênero e proibição do uso de drogas, fatores que dificultam a adesão aos serviços públicos.
O posicionamento da parlamentar ocorre em um momento crítico para a população em situação de rua. Dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com População em Situação de Rua (OBPopRua/UFMG) indicam que o estado do Rio de Janeiro contabiliza mais de 33 mil pessoas vivendo nas ruas, enquanto o número no Brasil ultrapassa 358 mil.
Para muitos, a distribuição de alimentos realizada por igrejas é a única fonte diária de nutrição, especialmente em períodos festivos. Especialistas em políticas sociais destacam que a ajuda emergencial não deve ser criminalizada, mesmo quando existem programas de acolhimento oficiais.
A parlamentar é conhecida por pautas conservadoras na Câmara Municipal do Rio e já participou de projetos polêmicos, como o PL anti-Oruam, que visa restringir shows com apologia ao crime.
A fala de Galhardo provocou intensa reação de internautas, movimentos sociais e fiéis. Muitos afirmaram que a vereadora estaria criminalizando a pobreza ao criticar a solidariedade promovida por igrejas. Um comentário amplamente compartilhado dizia: “Cama quente, salário em dia, e a culpa é de quem dá comida a quem tem fome?”
Organizações de assistência social ressaltaram que, enquanto as políticas públicas ainda não conseguem atender a demanda, a atuação de igrejas e voluntários é essencial para garantir alimentação e dignidade básica a milhares de pessoas.
Até o momento, não houve nova declaração da vereadora, nem pronunciamento da executiva do PSDB-RJ sobre o episódio.
A polêmica reacende o debate sobre a melhor forma de atender a população em situação de rua, equilibrando acolhimento institucional e assistência emergencial feita por igrejas e voluntários. A sociedade acompanha de perto como políticas públicas e ações de solidariedade podem coexistir de forma eficaz, garantindo proteção e dignidade a quem vive nas ruas do Rio de Janeiro.
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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