Fernando Haddad e Lula. Foto: Ricardo Stucker/PR
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que diante da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, o presidente Lula (PT) não vai escolher nenhum lado. "Ele acredita no multilateralismo mesmo, não é tipo", afirmou em entrevista ao UOL.
"A China é o maior parceiro comercial do Brasil hoje, há muitos anos. Então, como é que você vai prescindir disso? Os Estados Unidos têm uma tecnologia de ponta que ninguém domina no nível que eles dominam. Porque depois ficou assim: 'Ah, o Brasil escolhe a China ou escolhe os Estados Unidos? O presidente Lula não vai fazer essa escolha", disse Haddad.
Na visão do ministro, o presidente Lula tem as portas abertas em qualquer governo do mundo.
"Talvez [Lula] sejam os poucos governantes que tenham portas abertas em qualquer quadrante do mundo. Ele acredita que não há multilateralismo mesmo, não é tipo. Ele acredita no multilateralismo e pensa que o Brasil, sobretudo pela sua dimensão, peso específico, nem pode pensar em outra política que não seja multilateral. O fato de que, na mesma semana em que ele estava na China, eu estava nos Estados Unidos, deveria significar alguma coisa para um observador isento", destacou.
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é o mais citado pelos entrevistados do novo levantamento da Paraná Pesquisas, divulgado nesta terça-feira, 6 de maio, quando questionados em quem votariam para uma cadeira no Senado por São Paulo no próximo ano.
Nos dois cenários estimulados da pesquisa, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, o "autoexilado" filho de Jair Bolsonaro (PL) tem 36,5% das intenções de voto.
No primeiro cenário, o segundo mais citado é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), com 32,3% dos votos.
No segundo cenário, é o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) quem aparece atrás de Eduardo Bolsonaro, com 34,6% das intenções. Como são duas vagas ao Senado nas próximas eleições, os entrevistados puderam citar até dois nomes da lista.
Todos os outros possíveis candidatos foram listados nos dois cenários e mantiveram a mesma posição, com pequenas variações numéricas nos percentuais de intenção de voto.
Apesar de aparecer em primeiro na pesquisa para o Senado, o nome do filho "03" de Bolsonaro é propagado pelo pai como um dos possíveis substitutos do próprio ex-presidente em 2026, já que segue inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030.
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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