Alunos do ensino médio da Rede Estadual de Pernambuco Foto: SEE-PE/Pedro Menezes
O Senado aprovou na última quarta-feira, 17 de dezembro, um conjunto de incentivos voltados à formação de professores para a educação básica, medida que integra a Política Nacional de Indução à Docência na Educação Básica, batizada de Mais Professores para o Brasil.
O texto analisado pelos senadores corresponde ao substitutivo da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei 3.824/2023 e agora segue para sanção da Presidência da República.
A proposta busca enfrentar a falta de docentes em diferentes regiões do país por meio de ações que estimulem o ingresso e a permanência na carreira do magistério. Entre os principais pontos do texto aprovado está a criação de bolsas destinadas a estudantes do ensino médio, com foco em incentivar esses jovens a escolher cursos de licenciatura, graduação específica para a formação de professores da educação básica.
O projeto estabelece que a concessão dessas bolsas deverá priorizar estudantes que optarem por áreas com maior carência de professores, levando em conta as necessidades regionais. A ideia é direcionar o estímulo financeiro para disciplinas e localidades onde a ausência de docentes compromete o funcionamento das escolas e a qualidade do ensino.
Além das bolsas para alunos do ensino médio, o texto aprovado prevê mudanças nos processos de seleção de novos professores, com o objetivo de torná-los mais eficientes e alinhados às demandas da educação básica. A proposta também autoriza o desenvolvimento de campanhas institucionais para divulgar os benefícios da carreira docente, estratégia que pretende ampliar o interesse dos jovens pelo magistério.
Outro ponto incluído no projeto envolve a participação de estudantes de licenciatura em atividades de pesquisa e extensão dentro das escolas de educação básica. Essa aproximação entre a formação acadêmica e a realidade escolar busca preparar melhor os futuros professores para os desafios da sala de aula e fortalecer o vínculo entre universidades e redes de ensino.
O texto aprovado tem origem em um projeto apresentado pelo senador Flávio Arns (PSB-PR). O Senado analisou e aprovou a proposta inicialmente em 2023. Depois disso, a matéria seguiu para a Câmara dos Deputados, onde os parlamentares promoveram alterações e aprovaram um substitutivo, ou seja, um texto alternativo ao original. As mudanças feitas pelos deputados exigiram que o projeto retornasse ao Senado para nova deliberação.
A relatoria da matéria nessa etapa ficou a cargo da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). Em seu parecer, ela acatou a maior parte das alterações promovidas pela Câmara, mas decidiu retirar um trecho específico do texto. Esse dispositivo obrigava estados e municípios a cumprir a legislação que regulamenta o piso salarial nacional do magistério, previsto na Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008.
Ao justificar a exclusão do trecho, a relatora argumentou que a previsão se mostrava redundante. Segundo Dorinha, o dispositivo apenas determinava que os entes federativos cumprissem uma lei que já está em vigor, sem acrescentar novos mecanismos ou garantias. Para a senadora, não haveria sentido em criar uma nova norma com o único objetivo de reiterar o cumprimento de outra já existente.
A retirada desse ponto não alterou o foco central da proposta, que segue concentrada em medidas de estímulo à formação docente. O texto aprovado mantém a estrutura da política nacional e reforça a intenção de ampliar o número de professores qualificados na educação básica, especialmente em áreas com déficit histórico de profissionais.
Com a aprovação no Senado, o projeto encerra sua tramitação no Congresso Nacional e segue agora para análise do presidente da República. A sanção presidencial permitirá que as medidas previstas na Política Nacional de Indução à Docência na Educação Básica passem à fase de implementação, conforme regulamentação posterior.
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