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Secom admite queda na popularidade de Lula e afirma que direita é maior nas redes sociais

Segundo Sidônio Palmeira, o fenômeno é resultado de uma combinação entre a proliferação de fake news nas redes sociais e o avanço da "extrema-direita" no cenário nacional e internacional.

Ricardo Lélis

17 de abril de 2025 às 17:21   - Atualizado às 17:21

Sidônio, Janja e Lula

Sidônio, Janja e Lula Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, reconheceu, em entrevista ao jornal O Globo publicada na quarta-feira, 16 de abril, que a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em queda.

Segundo o titular da Secom, o fenômeno é resultado de uma combinação entre a proliferação de fake news nas redes sociais e o avanço da “extrema-direita” no cenário nacional e internacional.

"Acho que há duas questões estruturais e outras mais agudas de dezembro para cá. Primeiro, considero que hoje em dia há uma nova forma de comunicação com o advento das redes sociais, que traz aspectos positivos, mas também outros problemas como consequência. A extrema-direita avança em vários países como Argentina, Estados Unidos, Polônia, Hungria, Itália etc. Há pessoas tatuando suástica com a maior naturalidade pelo mundo, e, enquanto isso, uma outra anomalia acontece: ódio e fake news estão engajando muito nas redes e dando dinheiro", afirmou o ministro.

Sidônio também destacou que a direita tem maior atuação nas redes sociais e lamentou que, no início do atual governo, não tenha sido feita uma comunicação clara sobre o que chamou de “herança” deixada pela gestão anterior.

"Fake news é errado e tem que ser condenada independentemente de que lado esteja. Agora, um fato é que eles, da direita, são mais atuantes nas redes, e eu acredito que temos que fazer comunicação trabalhando com a verdade apenas. Até porque a verdade pode conquistar pessoas, basta ter criatividade. O segundo ponto que queria abordar é que, no Brasil, quando o governo assumiu, faltou comunicar qual herança encontrou. Como estava a educação? E a saúde? De que maneira enfrentamos a pandemia de um jeito caótico? Estivemos diante de um país destruído, com muitos programas encerrados. Havíamos retornado para o Mapa da Fome. Tudo na vida é uma questão de referência. Se você tem um copo que está pela metade, mas não diz que ele estava vazio antes, a metade vai ser considerada pouco", disse.

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Ao ser questionado sobre as falhas na comunicação inicial, o ministro ressaltou que a informação nas pontas não depende apenas de ações da comunicação institucional, mas de uma articulação com a política.

"Informação na ponta não depende apenas de comunicação, mas também da política. E aí tem uma questão que é muito importante ligada a três conceitos: expectativa, gestão e percepção. O ideal é que essas três coisas estejam alinhadas. A expectativa com relação ao presidente é alta até pelos governos anteriores que ele fez, especialmente o segundo mandato, entre 2007 e 2010, em que Lula saiu com mais de 80% de aprovação. A gestão também já tem entregas, o governo fez muita coisa nesses dois anos. Voltamos a ser a décima economia do mundo. Foram tiradas 24 milhões de pessoas da fome, quase um estádio de futebol por dia. O Mais Médicos dobrou, o Pé-de-Meia é um programa que atinge milhões de jovens e tem uma porta de saída, não sendo apenas uma política pública inerte", afirmou.

Sidônio concluiu avaliando que “ainda falta a informação de tudo isso chegar na ponta, para a percepção das pessoas mudar”.

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