Lula. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil.
A equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está considerando vincular o aumento do salário mínimo às diretrizes do marco fiscal, sancionado em 2023. Com essa proposta, o ajuste seria limitado a no máximo 2,5% acima do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
O plano do governo é aplicar o teto de gastos estabelecido pelo marco fiscal às despesas obrigatórias, como benefícios previdenciários, abono salarial e seguro-desemprego, que são atrelados ao salário mínimo.
Desde 1996 até 2024, o salário mínimo aumentou quase três vezes mais do que a inflação. A inflação acumulada do INPC de dezembro de 1996 a outubro de 2024 foi de 429,3%, enquanto o salário mínimo teve um aumento de 1.160,7% até 2024. Com o valor base do salário previsto em R$ 1.509 para 2025, o aumento seria de 1.247,3%.
Durante os últimos 30 anos, o reajuste do salário mínimo excedeu o limite de 2,5% acima da inflação em 15 ocasiões, incluindo os anos de 2023 e 2024.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a defender o salário mínimo e rebateu as críticas em relação aos gastos do governo. De acordo com ele, o salário mínimo e a economia brasileira vão crescer.
"Não tem nenhum empresário rico porque ele se fez rico. Quem o fez rico foram aqueles que sujaram a mão na graxa, que trabalharam. O que nós queremos é apenas repartir um pouco do que nós produzimos", disse Lula.
As declarações do presidente foram feitas em evento de inauguração do Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí (RJ), em setembro deste ano
"Quando alguém reclama: Mas Lula, não pode aumentar o salário mínimo porque é inflacionário. Que desgraça que aumentar o mínimo é inflacionário?", rebateu o presidente.
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