Rússia exige que EUA prestem esclarecimentos imediatos sobre ataques à Venezuela e captura de Maduro Foto: Reprodução / YouTube
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela neste sábado, 3 de janeiro, em uma operação militar que capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa e exigiu que o governo estadunidense prestasse esclarecimentos imediatos sobre a captura do líder chavista.
"Na situação atual, é crucial, acima de tudo, evitar uma escalada ainda maior e concentrar esforços em encontrar uma saída (para a situação) por meio do diálogo", diz o comunicado, que também nomeou a intervenção americana como "ato de agressão armada".
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse por meio de sua conta no X que o governo colombiano observa com "profunda preocupação", os relatos sobre explosões e atividade aérea incomum na Venezuela. Mais cedo, ele havia publicado que Caracas estava sendo bombardeada e que a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a ONU deveriam "se reunir imediatamente".
Também pelo X, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, denunciou o ataque e pediu uma reação "urgente" da comunidade internacional.
"Cuba denuncia e exige uma reação urgente da comunidade internacional contra o ataque criminoso dos EUA à Venezuela. Nossa Zona de Paz está sendo brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra a nossa América", afirmou no X.
O ex-presidente da Bolívia Evo Morales também se pronunciou pela rede social repudiando o bombardeio americano contra a Venezuela, afirmando que o ataque "é uma brutal agressão imperial que viola" a soberania venezuelana.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou na manhã deste sábado, 3 de janeiro, sobre os ataques dos Estados Unidos è Venezuela e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Lula condenou a ação militar afirmando que a ofensiva é uma "afronta gravíssima à soberania da Venezuela" e cobrou uma resposta vigorosa da Organização das Nações Unidas (ONU).
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, afirmou que o presidente venezuelano Nicolás Maduro deverá ser julgado por uma corte em Nova York pelo crime de narcoterrorismo.
A informação foi divulgada neste sábado, 3 de janeiro, poucas horas depois do bombardeio à capital venezuelana, Caracas, que resultou na captura do líder chavista e de sua esposa, Cilia Flores. Segundo a CNN, Maduro já está sendo levado para Nova York, onde passará por julgamento.
Além do crime de narcoterrorismo, os Estados Unidos também acusam Maduro e a primeira-dama de tráfico de cocaína e posse de armas contra os EUA.
“Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram indiciados no Distrito Sul de Nova York. Nicolás Maduro foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos”, disse a procuradora-geral em publicação na rede social X.
Da redação do Portal de Prefeitura com informações do Estadão Conteúdo.
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O ministro do STF Edson Fachin disse que a medida representa "uma mudança significativa na forma de enxergar e tratar essa questão".
Não foram apresentados detalhes oficiais sobre os motivos que levaram ao cancelamento do visto da diplomata. Também não houve manifestação pública do governo americano explicando os fundamentos da decisão
Indicado por Lula ao STF, o ministro foi sorteado relator desses novos processos sobre o filho do presidente.
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