Apesar das diferenças culturais e regionais, líderes desses países centralizam poder, reprimem liberdades civis e atuam de forma coordenada contra a influência do Ocidente.
Presidentes Foto: Divulgação
Rússia, China, Coreia do Norte, Venezuela e Cuba — embora separados por milhares de quilômetros e contextos históricos diversos — compartilham características marcantes em seus regimes políticos. Os atuais líderes desses países exercem o poder com forte centralização e promovem discursos alinhados em oposição ao modelo democrático liberal ocidental.
Uma das semelhanças mais visíveis entre esses governos é a concentração de poder. Na Coreia do Norte, Kim Jong-un governa com autoridade absoluta, sem oposição formal ou liberdade política. Em Cuba, Miguel Díaz-Canel segue os moldes do regime de partido único, mantendo o controle do Partido Comunista.
Na China, Xi Jinping eliminou os limites de mandato e consolidou-se como o líder mais poderoso desde Mao Tsé-Tung. Já na Rússia, Vladimir Putin domina as instituições estatais, controla a imprensa e reprime a oposição. Nicolás Maduro, na Venezuela, mantém o poder com apoio das Forças Armadas e instituições alinhadas ao regime.
Outra característica comum é a hostilidade ao modelo liberal ocidental, especialmente aos Estados Unidos e à União Europeia. Esses regimes frequentemente acusam o Ocidente de hipocrisia, imperialismo e decadência, promovendo em contrapartida discursos nacionalistas e soberanistas, reforçando a ideia de resistência à influência externa.
A liberdade de imprensa e de expressão é severamente limitada nesses países. Rússia e China aplicam censura digital e monitoramento constante das redes sociais. Na Coreia do Norte, a propaganda estatal é a única fonte de informação. Venezuela e Cuba enfrentam denúncias frequentes de repressão a veículos independentes e perseguição a opositores.
Apesar das diferenças econômicas, todos os países mantêm o Estado como agente dominante da economia. A China opera sob um modelo de “capitalismo de Estado”, enquanto a Venezuela, em crise profunda, segue com rígido controle sobre a produção. Rússia, Cuba e Coreia do Norte mantêm estruturas econômicas altamente centralizadas e com baixa liberdade de mercado.
Esses governos também compartilham interesses geopolíticos. Rússia, China e Coreia do Norte mantêm cooperação militar, tecnológica e diplomática. Já Venezuela e Cuba atuam como vozes de resistência à ordem liberal na América Latina. Em fóruns como os BRICS, esses países buscam construir uma nova ordem global que desafie o domínio dos EUA e seus aliados.
Embora não formem uma aliança formal, os cinco países atuam como um bloco ideológico e estratégico de oposição à influência ocidental. Eles compartilham pilares como centralização do poder, restrição de liberdades civis, intervenção econômica estatal e cooperação internacional fora do eixo tradicional.
A convergência desses regimes ajuda a compreender os novos rumos da geopolítica mundial e os desafios impostos à ordem democrática liberal vigente.
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