Presidente Lula e ministro Lewandowski. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, comunicou a auxiliares diretos e a integrantes da cúpula do ministério que pretende deixar o comando da pasta nos próximos dias. As informações são do Metrópoles.
O aviso ocorreu na segunda-feira, 5 de janeiro, por meio de telefonemas feitos pelo próprio ministro a secretários e pessoas próximas dentro do Ministério da Justiça.
A decisão acontece após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar, em dezembro, que estuda a divisão do atual Ministério da Justiça e da Segurança Pública em duas estruturas distintas. A sinalização do presidente mudou o cenário político dentro da pasta e abriu espaço para disputas internas sobre o futuro do comando da área.
Na avaliação de Lewandowski, a divisão do ministério reduziria de forma significativa sua influência e seu campo de atuação. Hoje, a pasta concentra temas estratégicos, como políticas de segurança pública, sistema penitenciário, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e articulação institucional com estados e municípios. Com a separação, parte dessas atribuições poderia migrar para um novo ministério, esvaziando o poder político do titular da Justiça.
Dentro do governo, uma ala do Partido dos Trabalhadores defende que a criação da nova pasta aconteça ainda neste ano. O movimento leva em conta o cenário eleitoral de 2026, quando Lula deve buscar a reeleição. Para esse grupo, a área da segurança pública tem peso político relevante e pode se transformar em um ativo eleitoral importante, especialmente diante da preocupação crescente da população com o tema.
Ao comunicar sua intenção de deixar o cargo, Lewandowski optou por avisar primeiro sua equipe mais próxima. Segundo relatos de integrantes do ministério, ele explicou que a eventual divisão da pasta tornaria sua permanência menos viável do ponto de vista político e administrativo. A leitura interna é que o ministro não pretende permanecer em um cargo com atribuições reduzidas ou em meio a uma reorganização que retire protagonismo da área sob seu comando.
3
21:06, 12 Fev
24
°c
Fonte: OpenWeather
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
mais notícias
+