Pastor e escritor Ed René Kivitz Foto Montagem/Portal de Prefeitura
O pastor e escritor Ed René Kivitz, conhecido por seu posicionamento equilibrado e reflexivo dentro do meio evangélico brasileiro, utilizou suas redes sociais para fazer um duro alerta sobre a politização da fé. Em um texto que repercutiu amplamente entre seus seguidores, Kivitz questiona a confusão cada vez mais evidente entre religião e ideologia política, e defende a retomada de valores humanitários como parte essencial do cristianismo.
Segundo o pastor, questões como direitos humanos, preservação ambiental e segurança pública com foco em dignidade são frequentemente classificadas como “pautas de esquerda”, quando, na verdade, deveriam ser tratadas como compromissos de fé e humanidade.
“Se você é a favor de uma política de direitos humanos, isso é papo de esquerda. Se defende uma política de segurança diferente do extermínio da população periférica, isso também é tachado como ideologia”, escreveu.
Kivitz também criticou a prática de trazer políticos para os altares das igrejas, criando uma aliança simbólica e muitas vezes explícita entre religião e poder. Para ele, quando a fé passa a depender do sucesso de um projeto político-partidário, perde-se a essência da espiritualidade. “Você não sabe mais o que é política e o que é religião, porque a política virou a sua religião”, afirmou.
A publicação resgata uma célebre frase de Martin Luther King Jr.: “A igreja não é amiga do Estado, ela é a consciência do Estado”, reforçando a ideia de que instituições religiosas devem manter uma postura crítica e independente frente aos poderes públicos.
As palavras de Ed René Kivitz provocaram reflexões entre seus seguidores e reacenderam o debate sobre o papel da igreja na sociedade. Para alguns, o pastor dá voz a uma parte silenciosa do meio evangélico, que deseja um cristianismo mais compassivo e menos partidário. Para outros, suas críticas representam um incômodo às alianças políticas que, nos últimos anos, têm moldado o comportamento de parte significativa do eleitorado evangélico.
Em tempos de polarização, a fala de Kivitz convida crentes e não crentes a refletirem: até que ponto é saudável misturar fé com ideologia?
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18:53, 11 Abr
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Em março, o presidente marcava 46% em um eventual segundo turno enquanto o senador tinha 43%, empatados dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais.
"De fato, esta será uma eleição decisiva para o futuro do nosso País, mas tenho convicção de que Lula será reeleito", disse o deputado federal.
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