04 de dezembro de 2023 às 21:03
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira, 4 de dezembro, abrir inquérito para investigar o deputado federal André Janones (Avante-MG) pelos crimes de associação criminosa e peculato. Fux estabeleceu prazo de 60 dias para realização das diligências.
A investigação foi solicitada na última sexta-feira (1°) pela Procuradoria-Geral da República (PGR) após reportagens jornalísticas e notícias-crime protocoladas por políticos de oposição informarem que Janones teria enviado áudios, por meio do WhatsApp, a ex-assessores solicitando o repasse de parte dos salários para ajudar em campanhas eleitorais. Os fatos teriam ocorrido a partir de 2019.
Segundo a vice-procuradora-geral da República, Ana Borges Coêlho Santos, o inquérito vai apurar se o deputado cometeu a prática popularmente conhecida como “rachadinha”.
"Não se pode descartar, lado outro, a possibilidade de o deputado federal André Luís Gaspar Janones ter exigido, para si, diretamente, em razão do mandato parlamentar, vantagens econômicas indevidas dos assessores e ex-assessores, como condição para a sua manutenção nos cargos em comissão em seu gabinete", afirmou.
O Partido Liberal (PL) protocolou e entregou à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados um pedido de cassação contra o deputado federal André Janones (Avante-MG), como havia prometido, diante de acusações e áudios vazados de suposta rachadinha que teria sido cometida pelo parlamentar.
Negando qualquer irregularidade, nos últimos dias Janones emitiu versões alegando primeiro que o áudio havia sido tirado de contexto, depois disse que trata-se de uma fake news e ainda pediu nas redes sociais apoio de seguidores, os quais chamou de “soldados”, para que o defendessem das acusações.
O documento que solicita a cassação do parlamentar foi assinado pelo presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, com a acusação de “condutas ilegais e incompatíveis com o exercício da atividade parlamentar”.
A petição, enviada à Primeira Secretaria da mesa diretora, se refere a um suposto esquema de “rachadinhas” denunciado por ex-assessores de Janones e que é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
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O resultado foi confirmado durante a apuração da Justiça Eleitoral. Com 98,16% das urnas totalizadas, Raquel registrava 53,28% dos votos válidos, enquanto João Campos tinha 44,78%.
Os candidatos integraram a mesma aliança, a Frente Popular de Pernambuco. A estratégia garantiu a eleição de ambos, que se juntarão à senadora Teresa Leitão (PT) em Brasília.
Até às 20h51, 99,87% das urnas haviam sido totalizadas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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