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PT, MST e governo LULA representados na posse de Maduro

O MST, que mantém um apoio contínuo ao regime chavista, enviará seu líder João Pedro Stedile, acompanhado de uma delegação de militantes.

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07 de janeiro de 2025 às 17:54   - Atualizado às 18:00

Maduro

Maduro Foto: Reprodução/Vídeo

A cerimônia de posse do presidente venezuelano Nicolás Maduro, marcada para 10 de janeiro, contará com a presença de representantes do Partido dos Trabalhadores (PT), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do governo brasileiro. O PT será representado por Camila Moreno, membro da direção executiva nacional, que participará também de uma reunião do Foro de São Paulo em Caracas antes da posse. O MST, que mantém um apoio contínuo ao regime chavista, enviará seu líder João Pedro Stedile, acompanhado de uma delegação de militantes.

Recentemente, Maduro firmou uma parceria com o MST para atividades agrícolas em uma área de 10 mil hectares no estado de Bolívar, uma região estratégica para a conexão entre a Venezuela e o Brasil. A embaixadora brasileira em Caracas, Glivânia Maria de Oliveira, também marcará presença, representando o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Além disso, outras organizações solidárias ao regime venezuelano estarão presentes, incluindo o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), que enviará dois representantes, incluindo seu presidente José Reinaldo de Carvalho.

O PT já havia manifestado seu reconhecimento à vitória de Maduro nas eleições de 28 de julho, embora o governo Lula tenha se mostrado ambíguo ao não condenar diretamente o regime e não reconhecer formalmente a eleição como legítima. Esse posicionamento contrasta com o apoio explícito de países como Argentina, Uruguai e Paraguai, além dos Estados Unidos, que reconhecem Edmundo González como o verdadeiro presidente eleito da Venezuela.

González, que se autodeclarou presidente após as eleições, denunciou recentemente o sequestro de seu genro pela ditadura de Maduro, intensificando a repressão do regime contra seus opositores.

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“No Brasil, houve eleições. Ganhou o presidente Lula e o presidente em função, Jair Bolsonaro, seguindo o roteiro da extrema direita se recusou a reconhecer o triunfo e tentou sabotar o processo. O processo foi ao máximo da justiça do Brasil, que proferiu e ratificou a vitória do presidente Lula da Silva”, afirmou Maduro.

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