Vereadores da capital pernambucana aprovaram novo empréstimo de R$ 900 milhões ao prefeito João Campos, enquanto deputados da sigla questionam linha de crédito de R$ 1,5 bilhão para o Governo de Pernambuco.
17 de junho de 2025 às 16:27 - Atualizado às 16:47
PSB expõe fiscalização seletiva sobre empréstimos; postura é diferente na Câmara do Recife e Alepe Foto: Arte/ Portal de Prefeitura
Na última segunda-feira (16), os vereadores da Câmara do Recife aprovaram, em tempo recorde de dez dias, mais um pedido de empréstimo do prefeito João Campos (PSB), na ordem dos R$ 900 milhões.
O projeto foi pouco discutido e passou pelas comissões sem muitos questionamentos. Apesar das críticas da oposição na Casa, foi aprovado sem intercorrências. Vale lembrar que o Legislativo Municipal é majoritariamente composto por vereadores do próprio PSB e de partidos aliados ao prefeito.
O curioso é que, no mesmo quarteirão, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a postura é totalmente diferente. O projeto de empréstimo solicitado pela governadora Raquel Lyra (PSD), no valor de R$ 1,5 bilhão, segue travado por quase 90 dias. Os oito deputados de oposição ao governo, a maioria do próprio PSB ou com ligações diretas com o partido, trabalha para postergar ao máximo a solicitação, travando a pauta nas comissões e contrariando o que manda a constituição, que determina a inclusão imediata do projeto na ordem do dia da Alepe, caso este seja enviado em caráter de urgência (45 dias) e tenha o prazo extrapolado.
A atuação dos opositores à governadora vai de encontro à antecipação política das eleições de 2026, e as sucessivas tentativas de impor obstáculos à gestão atual são claras.
Sob o comando de João Campos, a Prefeitura do Recife - que vale lembrar, é um entre os 184 municípios de Pernambuco - já dispõe de recursos adquiridos através de empréstimo na ordem dos R$ 4,5 bilhões. O Governo de Pernambuco tem disponíveis para aquisição R$ 9 bilhões em créditos, para realização de obras em todas as regiões do Estado. A discrepância é clara e questionável. Como é possível uma única cidade, apesar de capital, pedir emprestado 50% do valor que o governo pede para todo o Estado.
Tendo em vista a grandeza dos números, vale o indagamento do motivo no qual tanto interesse do PSB em fiscalizar a governadora Raquel Lyra, enquanto a porteira está aberta para o prefeito do Recife.
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