Protesto contra João Campos na Câmara do Recife. Foto: Divulgação
Manifestantes vão realizar um ato na frente da Câmara Municipal do Recife nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, para pressionar vereadores a assinarem o pedido de criação da chamada CPI do Fura-Fila, que busca apurar possíveis irregularidades em nomeações ligadas à administração do prefeito João Campos. A mobilização é organizada pelo MBL Pernambuco e pelos partidos PL e Novo. A ação acontece em meio ao aumento das discussões políticas sobre o tema dentro do Legislativo municipal.
O grupo responsável pela manifestação afirma que pretende cobrar posicionamento dos parlamentares e ampliar o debate público sobre o pedido de investigação. Em material de convocação divulgado nas redes sociais, os organizadores defenderam a abertura da comissão e incentivaram a participação popular no ato realizado em frente à sede do Legislativo.
A proposta da CPI foi apresentada pelo vereador Thiago Medina (PL) e tem como foco analisar procedimentos relacionados a nomeações feitas em concurso público da Prefeitura do Recife. O requerimento aponta questionamentos envolvendo a nomeação do filho de um juiz e também de uma pessoa com deficiência. Os pontos levantados incluem dúvidas sobre critérios legais, ordem classificatória e respeito ao princípio da isonomia durante o processo.
Atualmente, o pedido de abertura da comissão parlamentar de inquérito depende de apenas mais uma assinatura para atingir o número mínimo exigido pelo regimento interno da Câmara. Com duas adesões recentes, o requerimento soma 12 assinaturas, ficando próximo de avançar para a fase de instalação formal. Caso alcance o total necessário, os vereadores poderão iniciar os trabalhos investigativos dentro do próprio Legislativo.
Entre os parlamentares que já assinaram o pedido estão Thiago Medina (PL), Alef Collins (PP), Felipe Alecrim (Novo), Gilson Machado (PL), Fred Ferreira (PL), Davi Muniz (PSD), Eduardo Moura (Novo), Alcides Teixeira (Avante), Paulo Muniz (PL), Agora é Rubem (PSB), Flávia de Nadegi (PV) e Jô Cavalcanti (PSOL). O apoio de vereadores de diferentes partidos mostra que o tema ultrapassa divisões tradicionais dentro da Câmara, ainda que o debate político siga intenso.
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