Festivais evangélicos pagos pela Prefeitura de São Paulo. Foto: Divulgação
A prefeitura de São Paulo vai destinar R$ 5 milhões em recursos públicos para pagar dois grandes eventos evangélicos neste fim de ano. As informações são da coluna do Demétrio Vecchioli, do Metrópoles.
O primeiro evento aconteceu no sábado, dia 27 de dezembro, com o nome “Especial Fim de Ano – Aline Barros e Convidados”. A programação ocorreu em um espaço apresentado oficialmente como “Ginásio da Portuguesa”, mas que há cerca de dez anos está alugado para a Igreja Renascer em Cristo. Desde então, o local passou a operar como templo religioso e adotou o nome de Renascer Arena, apesar da origem ligada ao clube esportivo.
Mesmo com a realização dentro de um espaço usado por uma denominação evangélica, os contratos firmados pela prefeitura não indicam que se trata de um evento religioso. A administração municipal contratou ao menos sete shows para o mesmo dia, todos pagos com recursos públicos, somando exatamente R$ 1 milhão.
A maior despesa envolve a cantora Aline Barros, principal atração do evento, com cachê de R$ 220 mil. A prefeitura também contratou apresentações de Anderson Freire, por R$ 180 mil, Imaginaline, por R$ 140 mil, e do grupo Preto no Branco, por R$ 120 mil.
Outros artistas incluídos na programação são Jottape, com cachê de R$ 100 mil, Nesky Only, por R$ 90 mil, André e Felipe, por R$ 80 mil, e Soraya Moraes, por R$ 70 mil. Todos os valores saem diretamente dos cofres públicos municipais.
Além do evento realizado na Renascer Arena, a prefeitura também autorizou o repasse de R$ 4 milhões à Convenção Batista Lagoinha. O valor parte da Secretaria Municipal de Turismo e tem como justificativa o patrocínio a um “evento cultural de grande porte” na Neo Química Arena, estádio do Corinthians. O recurso financia o Vira Brasil – São Paulo, marcado para a noite da virada do ano.
O Vira Brasil é um evento religioso evangélico liderado pelo pastor André Valadão, uma das principais figuras da Lagoinha. A celebração já gerou polêmica em 2024, quando ocorreu no Allianz Parque, estádio do Palmeiras, também com apoio do poder público. Na ocasião, o uso de um espaço esportivo de grande visibilidade para um evento religioso levantou debates sobre a relação entre Estado e religião.
Neste ano, o evento quase voltou a acontecer no Allianz Parque. André Valadão chegou a pagar R$ 40 mil pelo pedido de alvará para realizar a festa no estádio palmeirense. No entanto, a organização mudou o local da celebração. A transferência para a Neo Química Arena contou com apoio direto do prefeito Ricardo Nunes, do MDB.
No início de dezembro, Ricardo Nunes foi pessoalmente a um templo evangélico para anunciar a mudança de local ao lado de Valadão. O gesto reforçou a proximidade entre a gestão municipal e lideranças religiosas envolvidas nos eventos de fim de ano. A prefeitura manteve o patrocínio mesmo após a troca de estádio.
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