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PF diz que CACs treinaram integrantes do PCC a atirar, além de fornecer armas e munições

De acordo com investigação, treinamento tinha como objetivo ataques conhecidos como "novo cangaço" ou "domínio de cidades".

Ricardo Lélis

11 de setembro de 2024 às 20:12   - Atualizado às 20:35

Membros do PCC recebem treinamento de CACs

Membros do PCC recebem treinamento de CACs Fotos: Polícia Civil de São Paulo

Uma investigação conjunta da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) revelou que Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) treinaram membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) no manuseio e uso de armas de fogo de alto poder destrutivo.

O objetivo desse treinamento seria capacitar os criminosos para realizar ataques conhecidos como "novo cangaço" ou "domínio de cidades".

Esses ataques são marcados pelo uso de armamento pesado e extrema violência para assaltar bancos, caixas eletrônicos, carros-fortes e transportadoras de valores, causando terror social.

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De acordo com a investigação, colecionadores de armas, atiradores e caçadores se tornaram fornecedores de armas e munições para facções criminosas no Brasil.

A flexibilização das regras para CACs, introduzida em 2019 durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), facilitou o acesso a armas, fazendo com que o número de novas armas registradas saltasse de 59 mil em 2018 para 431 mil em 2022.

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Um vídeo obtido pelos promotores e delegados mostra Otávio de Magalhães, registrado como CAC, ensinando dois membros do PCC, Elaine Garcia e Delvane Lacerda (conhecido como Pantera), a usar um fuzil.

Segundo a PF e o MP, Otávio respondia por porte irregular de arma de uso restrito e atuava na compra e venda ilegal de armamentos e munições para a facção criminosa. Embora CACs possam adquirir armas e munições legalmente, a revenda é proibida.

Na terça-feira (10), a PF e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP, deflagraram a segunda fase da Operação Baal, resultando na prisão de três pessoas envolvidas em ataques do "novo cangaço".

Operação da PF contra CACs

A Polícia Federal (PF) da Bahia deflagrou em maio deste ano, a "Operação Fogo Amigo", que desmantelou uma grande organização criminosa envolvendo policiais militares dos Estados da Bahia e Pernambuco, CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores), e comerciantes de armas e munição.

A investigação revelou um esquema multimilionário de venda ilegal de armas e munições para facções criminosas na Bahia, Pernambuco e Alagoas. Até agora, 18 pessoas foram presas.

A apuração identificou que uma grande quantidade de munições e armamentos foi desviada para facções criminosas através de um esquema fraudulento, inserindo informações falsas nos sistemas oficiais de controle e fiscalização.

Um sargento da PM de Petrolina (PE) movimentou aproximadamente R$ 2,1 milhões entre 2021 e 2023, valor considerado incompatível com seus rendimentos como sargento.

Um dos investigados, que firmou acordo de delação premiada, revelou que o grupo vendia cerca de 20 armas de fogo por mês. A operação da PF também determinou o sequestro de bens e bloqueio de valores de até R$ 10 milhões dos investigados, além da suspensão da atividade econômica de três lojas de venda de material bélico.

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