Pernambuco, 24 de Agosto de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Hang, dono da Havan, transferiu R$ 5 mil para Carla Zambelli enquanto ela estava foragida, diz PF

O documento foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e detalha as transferências financeiras recebidas pela deputada federeal.

Ricardo Lélis

20 de setembro de 2025 às 15:14   - Atualizado às 15:14

Carla Zambelli e Luciano Hang.

Carla Zambelli e Luciano Hang. Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, foi o maior financiador da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) durante o período em que ela esteve foragida da Justiça brasileira, entre os meses de maio e junho deste ano. O valor de R$ 5 mil foi transferido via Pix, segundo relatório da Polícia Federal (PF).

O documento foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e detalha as transferências financeiras recebidas por Zambelli no período em que ela estava fazendo uma vaquinha virtual.

O relatório aponta que, antes de ser presa, a deputada já era alvo de inquérito criminal instaurado por ordem de Moraes, no âmbito da ação penal 2.428/DF.

Conforme a decisão, Zambelli teria tentado obstruir investigações em andamento e, após deixar o Brasil, passou a divulgar mensagens públicas com críticas ao Judiciário.

Em uma das declarações citadas no inquérito, afirmou que voltaria a ser "a Carla que era antes das amarras que essa ditadura impôs", em referência ao STF e às decisões judiciais contra ela.

Veja Também

A PF também analisou os valores arrecadados por meio de uma vaquinha virtual aberta para ajudar a deputada. As transações de R$ 500 ou mais passaram a ser monitoradas.

Entre 8 e 24 de maio deste ano, Zambelli transferiu R$ 339 mil de sua conta no Banco Itaú Unibanco para outra conta de sua titularidade na Caixa Econômica Federal. Apenas após o início do pedido público de doações, o total transferido entre contas em seu nome somou R$ 336 mil.

Principais doadores identificados pela PF:

  • Luciano Hang, em 20/05/2025 - empresário e cofundador da rede de lojas Havan.
  • ZCG Paschoalino Ltda., em 27/05/2025 - empresa registrada em 2017 sob o nome fantasia LCG Transportes, tendo como sócios Leonardo Contin Guimarães Paschoalino e Luciana Rodrigues Coelho
  • Marcos Adolfo Tadeu Senamo Amaro, em 03/06/2025 - empresário, artista plástico, colecionador de obras de arte e fundador e ex-presidente do FAMA Museu.

Outras doações relevantes:

  • Karina Zupelli Roriz dos Santos, em 20/05/2025 - R$ 3.187,62. Ela é secretária parlamentar no gabinete de Zambelli.
  • Antônio Aginaldo de Oliveira, em 19/05/2025 - R$ 2.000,00. É marido da deputada.
  • Cristiane de Brum Nunes Marin, em 19/05/2025 - R$ 2.000,00.

Segundo o documento, a quantia recebida integra uma estratégia mais ampla de arrecadação organizada no site carlazambelli.com br, domínio registrado em nome da própria deputada.

A página promovia a campanha #JuntosComZambelli, com instruções para depósitos em conta e transferências instantâneas.

O relatório também aponta que familiares da parlamentar, como a mãe, Rita Zambelli, reforçaram a divulgação dos canais de arrecadação em redes sociais alternativas, como Gettr e Substack.

Nessas plataformas, foram encontradas mensagens bilíngues (português, inglês e italiano) com pedidos de apoio e críticas ao ministro Moraes, além de convocações para manifestações contra o STF.

Estadão Conteúdo

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

04:48, 24 Ago

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Lulinha e a empresária Roberta Luchsinger.
Investigação

PF aponta Lulinha como beneficiário indireto de negociações de lobista com empresários

Segundo relatório, o filho do presidente é citado em mensagens encontradas no celular de Roberta como o "beneficiário indireto" das negociações com empresários que tinham interesses em contratos do governo federal.

Jornalista Luís Pablo e o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Inquérito

Relatório da Polícia Federal não vê indício de crime do jornalista alvo do STF

A corporação também afirmou não ser possível determinar "com máxima certeza" que os R$ 100 mil tenham sido pagos em troca de reportagens contra o ministro Flávio Dino.

Ministros do STF, Flávio Dino e Alexandre de Moraes
Profissão

Dino e Moraes surpreendem ao cogitar revisão no STF sobre a exigência de diploma para exercer o jornalismo no Brasil

A rediscussão sobre a legitimidade para atuar como jornalista ocorre no momento em que a Corte é criticada por autorizar medidas de quebra de sigilo contra o blogueiro maranhense Luís Pablo.

mais notícias

+

Newsletter