Pernambuco, 05 de Outubro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Ex-ministro de BOLSONARO tinha PROCURAÇÃO para recuperar JOIAS colocadas à venda nos EUA, diz PF

Os investigadores afirmam ter encontrado novas provas do envolvimento dele em uma operação para resgatar um conjunto de ouro rosé.

Ricardo Lélis

27 de janeiro de 2025 às 21:34   - Atualizado às 21:34

Fábio Wajngarten e Jair Bolsoaro.

Fábio Wajngarten e Jair Bolsoaro. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) enviou nesta segunda-feira, 27, ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório complementar sobre a participação do advogado Fábio Wajngarten, secretário de comunicação do governo Jair Bolsonaro (PL), no caso das joias.

Os investigadores afirmam ter encontrado novas provas do envolvimento dele em uma operação para resgatar um conjunto de ouro rosé que, segundo a PF, havia sido colocado à venda nos Estados Unidos.

Procurado pelo Estadão, Wajngarten afirmou que a "espetacularização de atos formais e naturais nada mais é do que atestar a inocência de todos os envolvidos diante da tentativa vazia de buscar culpados onde sequer existam ilegalidades".

"Em nenhuma hipótese há qualquer envolvimento de minha parte além do assessoramento técnico que desde o primeiro momento foi de depositar tudo junto ao TCU cumprindo à determinação da época, bem como responder às questões de mídia e comunicação", disse.

Os policiais federais acharam uma procuração do ex-presidente Jair Bolsonaro para Fábio Wajngarten "retirar e transportar, por quaisquer meios e por quaisquer rotas (inclusive internacionais)" o chamado "Kit Ouro Rosé" - uma caneta, um anel, um par de abotoaduras, um rosário árabe e um relógio da marca suíça Chopard.

Veja Também

O arquivo - PROCURAÇÃO PARA TRANSPORTE DE BENS (1).pdf - foi encontrado no celular de Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro. Em outro aparelho, também do ex-assessor, a PF localizou uma foto da mesma procuração assinada "possivelmente" com a rubrica de Bolsonaro.

Para os investigadores, a menção às "rotas internacionais" indica que as joias estavam no exterior e não na fazenda do ex-piloto de Fórmula 1 Nelson Piquet, em Brasília, como alegou Wajngarten.

"Fábio Wajngarten aderiu ao esquema criminoso, praticando atos executórios, dentro da divisão de tarefas estabelecidas pelos investigados, para recuperar as joias do denominado ‘kit ouro rose’, com a finalidade de trazê-las para o Brasil, ocultando a localização e movimentação das joias, assim como, escamotear os proventos auferidos por Jair Bolsonaro com a negociação dos demais itens desviados do acervo público", diz um trecho do documento.

A Polícia Federal indiciou, em julho do ano passado, o ex-presidente e mais 11 pessoas no inquérito das joias, incluindo Fábio Wajngarten, acusado de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Os investigadores afirmam que Bolsonaro e seus aliados desviaram itens de alto valor do acervo da União.

Estadão Conteúdo

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

09:10, 05 Out

Imagem Clima

24

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Embaixada dos Estados Unidos
Eleições

Polícia Federal descarta ameaças ou planos de ataque contra embaixadas

Na última sexta-feira (2), as embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália no Brasil anunciaram a suspensão dos serviços consulares em todas as cidades com atendimento presencial, alegando questões de segurança.

FICCO/PE localiza e prende foragido do sistema prisional do Distrito Federal em Jaboatão
Operação

Polícia Federal apreende mais de R$ 357 mil e mira influência de crime organizado nas eleições

Diretor-geral Andrei Rodrigues afirmou que ocorrências registradas não comprometeram a votação e mantém atenção especial para impedir a infiltração de organizações criminosas no processo eleitoral.

Agente da Polícia Federal.
Balanço

Eleições 2026: PF registra nove ocorrências eleitorais e apreende R$ 57 mil nas primeiras horas do pleito

Entre os principais crimes apurados estão a propaganda eleitoral irregular e a corrupção eleitoral, especialmente a compra de votos.

mais notícias

+

Newsletter