19 de março de 2024 às 08:41
O ex-presidente Jair Bolsonaro, junto com o tenente-coronel Mauro Cid e o deputado federal Gutemberg Reis (MDB-RJ), foi indiciado pela Polícia Federal (PF) por associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema público, no contexto de uma investigação sobre a falsificação de certificados de vacinação contra a Covid-19.
Esse indiciamento implica que o processo será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se apresenta denúncia à Justiça ou arquiva a investigação.
O indiciamento de Bolsonaro está relacionado a constatações da Controladoria-Geral da União (CGU), que concluiu, após investigação iniciada por um pedido via Lei de Acesso à Informação, que seu certificado de vacinação para Covid-19 era falso.
As inconsistências nos registros levaram à instauração de um procedimento de investigação para apurar o envolvimento de servidores federais, sendo comunicada à PF pela CGU.
A PF avançou nas investigações, deflagrando a Operação Venire com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). Nessa operação, realizada em maio do ano anterior, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi preso.
As investigações apontaram adulterações nos cartões de vacinação de Bolsonaro, sua filha Laura, Mauro Cid, sua filha e esposa.
Essas adulterações visavam permitir o embarque do Brasil para os Estados Unidos, burlando as normas sanitárias vigentes.
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Dados extraídos do celular do banqueiro revelam que ele prestava contas ao ministro do STF sobre as negociações de venda do banco e sugerem diálogos a respeito do inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília.
Até o momento, não foram divulgados os nomes das pessoas supostamente envolvidas.
O veto aparece em uma das trocas de mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro.
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