Ministra do Superior Tribunal Militar, Verônica Abdalla Sterman, e Careca do INSS. Foto: Divulgação
Um relatório de inteligência financeira elaborado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras e enviado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS identificou um pagamento de R$ 700 mil feito por uma empresa ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, ao escritório de advocacia da atual ministra do Superior Tribunal Militar, Verônica Abdalla Sterman.
O repasse ocorreu antes da posse da magistrada na Corte militar e passou a integrar o conjunto de informações analisadas pela CPMI que apura irregularidades envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social.
O documento do Coaf aponta que o valor saiu da ACX ITC Serviços de Tecnologia S/A, empresa citada pela Polícia Federal como parte da estrutura utilizada pelo empresário para movimentar grandes quantias de dinheiro.
A análise financeira abrangeu o período de outubro de 2024 a fevereiro de 2025, intervalo em que foram identificadas operações consideradas relevantes para fins de investigação. O pagamento ao escritório de Verônica Sterman ocorreu em parcela única e foi creditado diretamente na conta da banca jurídica.
O relatório não localizou registros de processos judiciais em que a então advogada tenha atuado oficialmente em favor da ACX ITC ou de outras empresas do mesmo grupo econômico. Essa ausência de ações identificadas consta no material encaminhado à CPMI e foi divulgada inicialmente pela coluna da jornalista Andreza Matais, no site Metrópoles.
A posse de Verônica Sterman no Superior Tribunal Militar ocorreu em setembro do ano passado, após indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes de assumir o cargo, ela construiu carreira como advogada criminalista e atuou em casos de grande repercussão nacional.
Entre seus clientes estiveram nomes conhecidos da política brasileira, como a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, o ex-ministro Paulo Bernardo e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Esses três políticos manifestaram apoio à indicação de Sterman para o STM.
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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