Outras ocorrências também foram confirmadas nos municípios de Goiana, Vitória de Santo Antão, Bom Jardim, Floresta e Recife.
05 de outubro de 2026 às 13:43 - Atualizado às 13:57
Foto: Divulgação
O Ministério Público Eleitoral (MPE) registrou ocorrências de boca de urna, distribuição de alimentos, transporte irregular de eleitores e propaganda eleitoral irregular durante o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 em Pernambuco, realizado no domingo, 4 de outubro. Segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), mais de 160 promotores de Justiça Eleitorais atuaram na fiscalização em todo o estado.
Apesar dos registros, o MPPE avaliou que a votação ocorreu de forma tranquila, com ocorrências pontuais. O órgão informou que os casos identificados durante o pleito serão apurados e poderão resultar em medidas na esfera eleitoral e criminal.
Uma das principais ocorrências foi registrada em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú. Durante uma fiscalização, integrantes do Ministério Público Eleitoral identificaram uma aglomeração de pessoas com roupas padronizadas que preparavam kits contendo alimentos e bebidas.
A Polícia Militar foi acionada e um vereador foi detido em flagrante. Os alimentos e bebidas também foram encaminhados à Delegacia de Polícia para adoção das providências cabíveis.
De acordo com a Promotoria de Justiça da 66ª Zona Eleitoral, o responsável afirmou que os kits seriam destinados à alimentação de militantes que estavam nas proximidades dos dois maiores colégios eleitorais do município.
O MPPE ressaltou que a legislação eleitoral proíbe a distribuição de alimentos e bebidas aos eleitores. A exceção é o fornecimento de refeições pela própria Justiça Eleitoral para servidores e pessoas que atuam na organização do pleito.
Em Goiana, uma pessoa foi detida em flagrante por suspeita de prática de boca de urna e conduzida à Delegacia. Na mesma cidade, o Ministério Público Eleitoral também apreendeu bandeiras consideradas propaganda irregular que estavam próximas a locais de votação.
Já em Vitória de Santo Antão, dez pessoas foram conduzidas à Delegacia após serem encontradas a aproximadamente 20 metros de uma seção eleitoral anunciando o número de um candidato.
Segundo o MPPE, o grupo utilizava vestimentas padronizadas. A ocorrência resultou na elaboração de termos circunstanciados de ocorrência.
Em Bom Jardim, o Ministério Público Eleitoral identificou um homem realizando transporte irregular de eleitores nas proximidades da Escola Estadual Justulino Ferreira Gomes.
Durante a abordagem, os agentes encontraram material impresso de campanha dentro do veículo. Segundo o MPPE, o homem admitiu a prática e foi conduzido à Delegacia de Bom Jardim.
Em Floresta, uma mulher foi identificada por meio de imagens captadas por um drone da Polícia Militar enquanto repassava material eleitoral nas proximidades da Escola Técnica Estadual Deputado Afonso Ferraz.
Após a abordagem, ela foi encaminhada à Delegacia, onde foi registrado um termo circunstanciado de ocorrência. O Ministério Público Eleitoral informou que avaliará as providências cabíveis em relação ao caso.
De acordo com o coordenador do Núcleo de Apoio à Atuação Eleitoral do MPPE, promotor de Justiça André Ângelo de Almeida, o trabalho de fiscalização foi realizado de forma integrada com a Justiça Eleitoral e as forças de segurança pública.
O Ministério Público informou ainda que a atuação não termina com o fechamento das urnas. As ocorrências registradas durante o primeiro turno deverão ser analisadas pelos órgãos competentes para a adoção das medidas previstas na legislação.
Antes da eleição, o MPPE também havia orientado partidos, federações, coligações, candidatos, prefeituras e empresas de limpeza urbana sobre a proibição do derrame de material de campanha nos locais de votação e nas vias próximas. A prática pode configurar propaganda eleitoral irregular e, no dia da votação, crime eleitoral.
O balanço divulgado pelo MPPE aponta que, embora tenham sido identificadas irregularidades em diferentes municípios, a votação em Pernambuco foi considerada tranquila pelo órgão, com os casos registrados encaminhados para as providências previstas na legislação eleitoral.
Da redação do Portal com informações do MPPE
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