Michelle Bolsonaro e Lula. Foto: Reprodução/Presidência da República e Fábio Rodrigues/Agência Brasil.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou neste sábado, 4 de julho, uma nova mensagem nas redes sociais para tentar conter a repercussão negativa causada por seu elogio, na sexta-feira, 3, à Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada pelo governo Lula.
No novo post, Michelle afirma que a defesa das pessoas com deficiência é uma pauta que está "acima de qualquer ideologia ou partido" e cita como exemplo a sanção, por Jair Bolsonaro, da Lei Amália Barros - projeto de autoria de um parlamentar do PT que reconheceu a visão monocular como deficiência sensorial. Segundo ela, o marido avaliou o mérito da proposta independentemente de quem a apresentou.
A ex-primeira-dama também alega que a política de educação bilíngue para surdos foi elaborada ainda durante o governo Bolsonaro, mas teve a tramitação atrasada por uma ação judicial, o que teria impedido sua entrega antes do fim do mandato.
Ela conclui afirmando que o mais relevante não é a autoria da política, mas seus beneficiários, e parabeniza novamente a comunidade surda.
A publicação é uma resposta à reação de parte da base bolsonarista após Michelle classificar o programa do MEC como um "sonho realizado" e parabenizar a comunidade surda em post na sexta-feira.
A repercussão negativa levou parlamentares e lideranças do PL a compartilharem críticas nas redes, incluindo montagens da ex-primeira-dama associada ao PT e acusações de traição.
O episódio se soma à crise que já se desenhava dentro do PL. Na semana anterior, Michelle havia divulgado um vídeo relatando um desentendimento com o enteado, o senador Flávio Bolsonaro, a quem acusou de tê-la tratado com desrespeito em uma ligação telefônica.
Flávio pediu desculpas publicamente horas depois. A situação gerou divisão entre parlamentares do partido e culminou na saída de Michelle do comando do PL Mulher.
Estadão Conteúdo
1
2
3
4
16:46, 14 Out
29
°c
Fonte: OpenWeather
Segundo o presidente do PT, "o texto estava sendo elaborado e o presidente tinha pedido para revisar várias coisas da proposta, então, estava em formulação".
Por unanimidade, ministros decidiram excluir publicações que relacionavam o presidente a facções criminosas sem apresentar contexto factual para sustentar as associações.
Proposta prevê pagamentos mensais de R$ 700 durante dez meses e depósitos anuais de R$ 2,5 mil para estudantes do ensino superior.
mais notícias
+