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Michelle Bolsonaro tenta conter repercussão negativa após elogio a programa de Lula

A ex-primeira dama afirma que a defesa das pessoas com deficiência é uma pauta que está "acima de qualquer ideologia ou partido"

Ricardo Lélis

04 de julho de 2026 às 17:52   - Atualizado às 17:52

Michelle Bolsonaro e Lula.

Michelle Bolsonaro e Lula. Foto: Reprodução/Presidência da República e Fábio Rodrigues/Agência Brasil.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou neste sábado, 4 de julho, uma nova mensagem nas redes sociais para tentar conter a repercussão negativa causada por seu elogio, na sexta-feira, 3, à Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada pelo governo Lula.

No novo post, Michelle afirma que a defesa das pessoas com deficiência é uma pauta que está "acima de qualquer ideologia ou partido" e cita como exemplo a sanção, por Jair Bolsonaro, da Lei Amália Barros - projeto de autoria de um parlamentar do PT que reconheceu a visão monocular como deficiência sensorial. Segundo ela, o marido avaliou o mérito da proposta independentemente de quem a apresentou.

A ex-primeira-dama também alega que a política de educação bilíngue para surdos foi elaborada ainda durante o governo Bolsonaro, mas teve a tramitação atrasada por uma ação judicial, o que teria impedido sua entrega antes do fim do mandato.

Ela conclui afirmando que o mais relevante não é a autoria da política, mas seus beneficiários, e parabeniza novamente a comunidade surda.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Entenda as críticas a Michelle Bolsonaro

A publicação é uma resposta à reação de parte da base bolsonarista após Michelle classificar o programa do MEC como um "sonho realizado" e parabenizar a comunidade surda em post na sexta-feira.

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A repercussão negativa levou parlamentares e lideranças do PL a compartilharem críticas nas redes, incluindo montagens da ex-primeira-dama associada ao PT e acusações de traição.

O episódio se soma à crise que já se desenhava dentro do PL. Na semana anterior, Michelle havia divulgado um vídeo relatando um desentendimento com o enteado, o senador Flávio Bolsonaro, a quem acusou de tê-la tratado com desrespeito em uma ligação telefônica.

Flávio pediu desculpas publicamente horas depois. A situação gerou divisão entre parlamentares do partido e culminou na saída de Michelle do comando do PL Mulher.

Estadão Conteúdo

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