Michel Temer e Flávio Bolsonaro. (Fotos: Antonio Cruz/ Agência Brasil e Reprodução/ Redes Sociais)
O ex-presidente Michel Temer (MDB) declarou, nesta segunda-feira, 5 de outubro, apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial de 2026.
A disputa está marcada para o dia 25 de outubro, quando o candidato do PL enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O posicionamento foi divulgado por Temer nas redes sociais. Na mensagem, o ex-presidente afirmou que o resultado do primeiro turno representa, na avaliação dele, um sinal de que a população deseja mudanças e relacionou esse cenário à candidatura de Flávio Bolsonaro.
“A sociedade não quer fórmulas repetidas e discursos grosseiros. Quer novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente. Quer, portanto, reconexão. E reconexão é Flávio”, escreveu Temer.
A declaração ocorre um dia após a realização do primeiro turno das eleições. Flávio Bolsonaro terminou a primeira etapa da disputa presidencial na primeira colocação e avançou para o segundo turno contra Lula. Com as urnas totalizadas, o candidato do PL obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente ficou com 45,16%.
Ao justificar o apoio, Michel Temer também mencionou a composição do Congresso Nacional definida nas eleições de domingo (4). Na avaliação do ex-presidente, a renovação observada no Legislativo reforça a interpretação de que os eleitores desejam mudanças.
O PL, partido de Flávio Bolsonaro, elegeu 121 deputados federais e 19 senadores nas eleições de 2026. Com o resultado, a legenda terá a maior bancada da Câmara e também a maior representação no Senado a partir de 2027.
Na mensagem publicada nesta segunda, Temer afirmou que a renovação apareceu “fortemente” na composição do Congresso e também na força da candidatura presidencial que terminou o primeiro turno na liderança.
“As urnas falaram. O povo brasileiro, autoridade única da democracia, deixou claro que deseja mudança. Quer atenção e respeito. Quem entendeu isso foi reeleito. Com os demais, deu-se a renovação”, afirmou o ex-presidente.
A declaração de Temer também associa o desempenho eleitoral de Flávio Bolsonaro ao que ele descreve como uma busca por novas ideias, atitudes e projetos. O ex-presidente encerrou a mensagem utilizando novamente a expressão “reconexão” para justificar seu apoio ao candidato do PL.
“Renovação que apareceu fortemente na composição do Congresso Nacional e na força da candidatura à Presidência da República que chegou ao segundo turno em primeiro lugar”, escreveu.
Com a definição do primeiro turno, Flávio Bolsonaro e Lula voltam a disputar os votos dos eleitores na segunda etapa da eleição presidencial. A votação está prevista para 25 de outubro.
O apoio anunciado por Michel Temer ocorre no início do período de articulação política para o segundo turno.
Na manifestação, o ex-presidente não apresentou detalhes sobre propostas específicas de Flávio Bolsonaro, concentrando sua declaração na interpretação que faz sobre o resultado das urnas e na defesa de uma mudança na condução política do país.
Temer foi presidente da República entre 2016 e 2018 e atualmente é filiado ao MDB. A manifestação divulgada nesta segunda-feira representa seu posicionamento pessoal em relação à disputa presidencial.
Ao final da mensagem, o ex-presidente resumiu sua declaração em uma frase que passou a sintetizar o apoio ao candidato do PL:
“Quer, portanto, reconexão. E reconexão é Flávio”.
A eleição presidencial será decidida no segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula, após os dois candidatos terem sido os mais votados na primeira etapa. O novo resultado definirá quem ocupará a Presidência da República no próximo mandato.
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Segundo a corporação, até às 23h59 deste domingo (4) foram instaurados 1.337 inquéritos policiais relacionados a crimes eleitorais ao longo de 2026.
Em pronunciamento após o encerramento da apuração, o candidato destacou a atuação da campanha e afirmou que as propostas apresentadas durante a disputa devem continuar presentes no debate político do estado.
Antes, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, confirmou que a corporação abriu uma investigação para apurar a suposta interferência estrangeira no pleito.
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